A ciclovia é um perigo, A rua também.
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A ciclovia é um perigo. A rua também.
Como parte das atividades do mês de setembro e do dia 22, Dia Mundial Sem Carro, convidamos a todos para fotografar as péssimas condições de tráfego nas ciclovias e ruas da cidade.
O objetivo é a divulgação nos meios de comunicação mais acessados, e também a realização de material impresso, como um zine ou cartazes.
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Nossas ciclovias percorrem algumas vezes trechos bonitos, arborizados, mas é histórico o direcionamento dessas vias para interligar os parques da cidade, como se bicicleta fosse apenas para uso no fim-de-semana. Sem falar que elas sofrem um abandono completo, a despeito do trânsito de automóveis. As condições levam perigo real ao ciclista, porque os buracos e obstáculos inadequados não tem sinalização. Os motoristas estacionam muitas vezes ao lado ou em cima da ciclovia.
Circular na rua é a única opção muitas vezes, e também um perigo. O risco é real pois a Cultura do Automóvel diz que “as bicicletas atrapalham o trânsito”. Finas, buzinadas e outras ameaças da parte dos motoristas são comuns para quem circula no canto direito da pista, próximo ao meio-fio, pelo Código de Trânsito o espaço reservado ao ciclista. O mesmo Código diz que é proibido buzinar para ciclistas e pedestres, e que o carro deve guardar 1,50m ao ultrapassar uma bicicleta, mas parece que ninguém leu essa parte. O canto da pista é o local onde a pista é menos cuidada, cheia de rachaduras, buracos, sujeira e possíveis objetos que podem fazer um ciclista cair.
Para as pessoas em geral, não é tão recomendável andar de bicicleta, pois os riscos são grandes. Os órgãos responsáveis e o Governo não querem saber disso, pois investir na circulação dos automóveis, em número que não para de aumentar, rende à eles dividendos políticos e financeiros reais e atuais. Enquanto isso, as pessoas que optam pela bicicleta ficam desassistidas, correndo riscos reais e atuais.
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participe e divulgue em sua lista!
abraços,
Bruno Machado







Nossa, amigo! Essas fotos retratam muito bem o estado de calamidade porque passam “nossas” ciclovias e ainda as imagens são bem dos caminhos que faço constantemente e sempre pensei comigo que deveria registrar (não faço por falta de câmera para isso) para compartilhar minha insatisfação.
Parabéns e vou começar o mesmo trabalho!
abraço
que perigo hein, será que existe alguma emoção em pedalar nessas condições, existem partes boas em curitiba para pedalar, mas as outras humm.
nas ciclovias tem várias situações boas e outras bem ruins,
a cidade foi pensada apenas para o automóvel,
e é isso que tem que mudar.
é uma “série em aberto”, quem quiser participa.
Nao sei se ja publicado, mas, por ser tao basico, vale a pena ser repetido: algumas interseções de ciclovias com ruas e ate mesmo avenidas de Curitiba são absolutamente perigosas e inaceitaveis do ponto de vista de segurança.Exemplifico o cruzamento das avenidas Gurapuava, Sete de Setembro e Silva Jardim.O ciclista tem q atravessar correndo, no vacuo entre o fechamento de um sinal e abertura de outro, sem q haja o tempo dedicado para q o ciclista atravesse em segurança.Tenho conhecimento em segurança o suficiente para afirmar que,s e ainda não houve, é absolutamente certo q havera acidente neste e em outros cruzamentos onde esta falha ocorre- como o fenomeno é probabilistico, é uma questao apenas de tempo.
Sugiro q se protocole denuncia preia desta situação junto a orgão competente, de modo a responsabilizar o poder publico em caso de acidente com danos materiais e fisicos a pessoas.
além de lindas e com uma capacidade de comunicar impecável, suas fotos falam à nossa realidade e porque, ao invés das ciclocalçadas de Curitiba precisamos levar a discussão para ocupar as ruas, como se faz na maioria dos lugares onde a bicicleta não é brinquedo só, é meio de transporte inteligente. A ciclovia, é uma farsa. Eu quero é ciclofaixa!
Concordo, a ciclovia é uma farsa! Primeiro que ninguém respeita, segundo que o estado delas estão lamentáveis, e ainda há quem reclame de nós andarmos na canaleta do expresso. Exemplo clássico é a Padre Anchieta, quero ver quem anda na faixa dos carros ali qunado esta em horário de pico (como segue a lei). Uma vez que os carros não respeitam, prefiro andar ESPERTO na canaleta do que desprevenido e ESTIRADO no asfalto! vlw galera.
Obrigado pelos comentários e pela divulgação.
Eu comecei essa série porque realmente me machuquei ao cair em uma das ‘crateras’ vistas nestas fotos. Como comentou o Oliver, a realidade é outra em lugares onde a bicicleta é valorizada como meio de transporte, e as autoridades locais estão com apenas uma década e meia de atraso.
Sempre ‘conspirei’ que o modal Bicicleta é desassistido por uma razão simples: dinheiro. A minha opinião é que “alimentar” a indústria do automóvel é muito mais lucrativo para as empresas e para o próprio governo. Quem visa o lucro, visa o lucro a curto e médio prazo. A longo prazo, quem se interessaria?
Acredito que a mudança efetiva, definitiva com relação ao espaço da bicicleta só pode partir de cima, com o Governo apoiando e assistindo as empresas que investirem na mobilidade não motorizada.