Juarez Machado apoia a Bicicletada de Curitiba

26 set

“Sou completamente, de todo o meu coração, a favor da Bicicletada. (pessoalmente prefiro o nome ‘bicicletando’, mais romântico).

Nascido em Joinville, passei toda a minha infância e adolescência em cima de uma bicicleta. Foi e ainda é o grande tema de meus desenhos, pinturas e esculturas. Quando me falta inspiração, desenho uma bicicleta. Tornou-se para mim um símbolo de tempo, de prazer e de amor. Minha relação com ela é de namorado, a bicicleta para mim é feminina. Tem curvas, elegância e beleza de uma jóia no fino pescoço de uma dama.

Depois cresci, tive vários automóveis. A maioria, conversíveis e com rodas raiadas. Talvez tenha tentado não trair completamente a minha relação com a bicicleta em troca do carro. Porém, ao mesmo tempo tinha as minhas bicicletas tanto no Brasil como em Paris.

Quando fiz 60 anos prometi a mim mesmo um especial presente de aniversário. Peguei as chaves do carro, fui (a pé) até a casa de um amigo e dei o carro de presente ao seu filho que faria 18 anos em alguns dias. Voltei para casa feliz e rasguei a minha carteira de motorista.

Penso que foi uma atitude bastante sabia de um senhor de meia-idade (quantas pessoas você conhece com 120 anos?). Penso também que deveria ser lei a carteira de motorista perder a validade com 65 anos de idade. Bem como ser recolhido todo automóvel com mais de 10 anos. A fábrica que compre o ferro velho.

Agora tem a lei seca. Muito bem, mas nunca vi um bêbado a pé atropelar alguém e matá-lo. O que mata é o carro e não o bom vinho. Bem, deixa pra lá. Voltamos a falar da querida bicicleta, o
máximo que pode acontecer é você cair e quebrar os dentes.

Faz muito tempo que não tenho mais carro, já beirando os meus 68 anos de idade, tenho duas preciosidades de bicicleta. Uma que a própria Caloi desenhou para mim. Esta está no meu apto. em Copacabana. Saio com ela todos os dias.

A outra, uma pérola, que uso em Paris. As duas só me dão alegrias. Outro dia, subi pedalando até o alto de Montmartre, Basilica de Sacre-Coeur. O ponto mais alto de Paris. Gostaria de lá ter uma placa dizendo: ‘Aqui, em 2008, chegou pedalando o primeiro brasileiro – Juarez Machado. Dando início ao novo tempo da inteligência humana”. Falo isto porque lá já tem uma placa que diz: “Aqui, no ano de 1800 e qualquer coisa, chegou nesta colina numa máquina movida a petróleo – o Monsieur Peugeot. Dando início à indústria automobilística francesa”.

Bem, acho que já falei o bastante da minha paixão pela bicicleta, sem falar das centenas de miniaturas que tenho em minha coleção.

Obrigado, fica aqui o meu abraço e até breve,

Juarez Machado”.

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