Mais um vídeo Interlux. Este agora produzido em parceria com o Beto Varella – Por Um Mundo Verde.
A bicicleta como caminho espiritual!
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A bicicleta como caminho espiritual!
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ciclovia, originally uploaded by dum▲dum.
A ciclovia é um perigo. A rua também.
Como parte das atividades do mês de setembro e do dia 22, Dia Mundial Sem Carro, convidamos a todos para fotografar as péssimas condições de tráfego nas ciclovias e ruas da cidade.
O objetivo é a divulgação nos meios de comunicação mais acessados, e também a realização de material impresso, como um zine ou cartazes.
***
Nossas ciclovias percorrem algumas vezes trechos bonitos, arborizados, mas é histórico o direcionamento dessas vias para interligar os parques da cidade, como se bicicleta fosse apenas para uso no fim-de-semana. Sem falar que elas sofrem um abandono completo, a despeito do trânsito de automóveis. As condições levam perigo real ao ciclista, porque os buracos e obstáculos inadequados não tem sinalização. Os motoristas estacionam muitas vezes ao lado ou em cima da ciclovia.
Circular na rua é a única opção muitas vezes, e também um perigo. O risco é real pois a Cultura do Automóvel diz que “as bicicletas atrapalham o trânsito”. Finas, buzinadas e outras ameaças da parte dos motoristas são comuns para quem circula no canto direito da pista, próximo ao meio-fio, pelo Código de Trânsito o espaço reservado ao ciclista. O mesmo Código diz que é proibido buzinar para ciclistas e pedestres, e que o carro deve guardar 1,50m ao ultrapassar uma bicicleta, mas parece que ninguém leu essa parte. O canto da pista é o local onde a pista é menos cuidada, cheia de rachaduras, buracos, sujeira e possíveis objetos que podem fazer um ciclista cair.
Para as pessoas em geral, não é tão recomendável andar de bicicleta, pois os riscos são grandes. Os órgãos responsáveis e o Governo não querem saber disso, pois investir na circulação dos automóveis, em número que não para de aumentar, rende à eles dividendos políticos e financeiros reais e atuais. Enquanto isso, as pessoas que optam pela bicicleta ficam desassistidas, correndo riscos reais e atuais.
***
participe e divulgue em sua lista!
abraços,
Bruno Machado
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desde a primeira vez que a vi,
ali, junto com as outras amigas estacionadas.
fui atraido pelo seu corpo esguio, seu desenho.
pedi lincença, e a chamei para a dançar.
peguei em seu guidão, meus dedos envolveram sua manopla,
o corpo de metal gelado e o meu eram como um só,
ela tinha um selim macio,
quando me soltei do chão, a música começou.
suas fitas azuis balançavam no vento,
pareciamos feitos um para o outro,
enlaçados em um baile sem fim, sem fim como um circulo sem fim como o globo, estavamos unidos para rodar.
desde de então, eu e ela nunca mais nos separamos.
quando viajamos por estradas sem fim, montamos campi selvagem,
eu e ela sob uma infinidão de estrelas no cozmos das nossas vidas
cansados se recolhemos na barraca, a-trago para dormir junto a mim.
aquarela: mmmnha
www.flickr.com/photos/mmmnha/
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Parece que o Música Para Sair da Bolha deve tornar-se itinerante e mudar de endereço já neste mês de maio. O evento ocorre toda última sexta-feira do mês, começando às 16h.
ps.: desculpe pelo amadorismo do vídeo, mas vale a pena pelo Jorge Ben do Projeto Tábua e pelo homem que saiu da bolha & dançou, e depois, bêbado pra chuchu, falou com a polícia militar em nome de todo o movimento…
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Curitiba, 15 de abril de 2009.
Do: Coordenador do Programa de extensão Ciclovida da UFPR
À Comunidade Curitibana
Torno público que os Sr.Jorge Gomes de Oliveira Brand, Juan Leandro Parada e Fernando Chotguis Rosenbaum, integrantes do Grupo Bicicletada tem executado trabalho voluntário em diversas ações deste programa de extensão da UFPR, que tem como objetivo a construção de uma mobilidade urbana mais saudável e sustentável.
E que reconhecemos a importância da militância deste grupo na conscientização da comunidade Curitibana para a paz no trânsito e na divulgação dos benefícios do uso da bicicleta como meio de transporte.
Visto que a grande parte da poluição que nos afeta vem dos automóveis, e é desejável que existam multiplicadores dos benefícios da adoção de uma mobilidade urbana mais ativa, ou seja, reduzindo o uso do automóvel e estimulando a convivência pacifica no sistema viário entre os automóveis e as bicicletas.
Acreditamos muito rigorosa a punição imposta a estas pessoas. Sendo que iniciativa do grupo em pintar a ciclo faixa na Rua Augusto Stresser, só aconteceu devido à omissão na divulgação e na falta de sinalização viária do artigo 58 do Código de Transito Brasileiro:
Art.58. Nas vias urbanas e nas rurais de pista dupla, a circulação de bicicletas deverá ocorrer, quando não houver ciclovia, ciclo faixa ou acostamento, ou quando não for possível a utilização destes, nos bordos da pista de rolamento, no mesmo sentido de circulação regulamentado para a via, com preferência sobre os veículos automotores.
Além disto, não houve dano ao patrimônio público e apenas a manifestação em favor de maior segurança dos ciclistas. A ausência de políticas públicas em Curitiba, que priorize a segurança e a mobilidade sustentável demanda manifestações pacíficas como essa ( pintura da ciclo faixa). Encarecemos reconsiderar a punição tendo em vista a motivação comunitária, coletiva e pacífica do ato preconizado na carta das Cidades.
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“A carta mundial do direito à cidade é um instrumento dirigido a contribuir com as lutas urbanas e com o processo de reconhecimento no sistema internacional dos direitos humanos do direito à cidade. O direito à cidade se define como o usufruto eqüitativo das cidades dentro dos princípios da sustentabilidade e da justiça social; é entendido como o direito coletivo dos habitantes das cidades em especial dos grupos vulneráveis e desfavorecidos, que se conferem legitimidade de ação e de organização, baseado nos usos e costumes, com o objetivo de alcançar o pleno exercício do direito a um padrão de vida adequado” (Carta Mundial do Direito à Cidade (2004) Carta Mundial do Direito à Cidade). Fórum Social das Américas, Quito, Julho 2004 e Fórum Mundial Urbano, Barcelona, Outubro 2004.
Acreditando que o bom senso prevaleça e que estas pessoas que tem notório trabalho comunitário não sejam punidas injustamente.
Saudações Universitárias!
Respeitosamente,
José Carlos Assunção Belotto
Coordenador do Programa Ciclovida
Fone 3310-2725 / 9926-4096
belotto@ufpr.br
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http://www.contre-grenelle.org/
Inscrivez vous pour le Contre-Grenelle 2 !
Il faut que le Contre-Grenelle du 2 mai à Lyon soit au moins un aussi grand succès que le premier Contre-Grenelle. Cette initiative unitaire doit être une nouvelle claque à Sarkozy et à Borloo et à leur clique d’écologistes vendus au marché. Il reste encore des places disponibles pour vous permettre de dire “Non au capitalisme vert”. Ce Contre-Grenelle 2 sera aussi l’occasion de nous retrouver et de faire la fête. Nous doublerons dehors si nécessaire les interventions comme lors du Contre-Grenelle 1.
Aidez-nous à préparer ce succès en vous inscrivant dès aujourd’hui. Le 2 mai prochain, des objecteurs de croissance, des représentants du Nouveau Parti anticapitaliste d’Olivier Besancenot, du Parti de Gauche de Jean-Luc Mélenchon, d’Utopia, du Réseau “Sortir du nucléaire”, ainsi que des acteurs du mouvement écologiste et social dresseront l’état des lieux du capitalisme vert et ouvriront des perspectives.
Alors que les milieux antiproductivistes seront divisés lors des européennes, nous avons l’occasion de montrer qu’unis nous sommes encore plus forts.
Tous les renseignements, le film, le poster, pour réserver votre place… sont disponibles sur le site :
http://www.contre-grenelle.org/
Merci de diffuser au maximum ce message.
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A quem possa interessar,
Gostaríamos de notificar, que o Conselho Municipal de Cultura de Paz, da cidade Curitiba, em suas funções determinadas por lei do executivo, desde 2004, tem ciência do movimento cultural denominado Bicicletada, e que fazem parte dele os Srs. Jorge Gomes de Oliveira Brand, Juan Leandro Parada e Fernando Chotguis Rosenbaum.
Conforme ata de Setembro de 2008, o Conselho da Cidade apoia e considera como manifestação de cidadania as performances e reivindicações apresentadas por este movimento.
Soubemos da multa e caracterização errônea que foi dada à manifestação deste movimento de apontar a necessidade de soluções alternativas de transporte para a cidade.
Entendemos desta forma, que esta é uma manifestação legítima, que busca o bem estar do cidadão curitibano.
Sem mais, coloco-me à disposição.
Vitor Caruso Jr.
Presidente do Conselho Municipal de Cultura de Paz da Cidade de Curitiba
Entidades Participantes do Conselho:
Arquidiocese de Curitiba – Ação Social do Paraná, Centro de Estudos Budistas Bodisatva Paramitta, Centro de Raja Yoga Brahma Kumaris, Federação Israelita do Paraná, Igreja Pesbiteriana do Brasil, Primeira Igreja Batista de Curitiba, Universidade Federal do Paraná, Ordem dos Advogados do Brasil, Associação Arayara de Educação e Cultura, Associação Campos Unipaz Paraná, Associação Ciência Meditativa de Cultura de Paz e Ação Social, CNBB (Coordenaçào Arquidiocesana da Pastoral da Criança), URI (Iniciativa das Religiões Unidas), Centro de Apoio Social, PREVIPAR (Associação dos Fundos de Pensão do Paraná), Núcleo de Psicologia, SENAI e SESI.
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Guilherme Kfouri

Com mais de 400 km de ciclovias, Amsterdã é considerada o paraíso urbano para ciclistas. O sucesso deste modelo é resultado de uma série de investimentos feitos nas últimas décadas. Um caso que pode servir de exemplo para incentivar o uso das bicicletas no Brasil.
As bicicletas já eram comuns na Holanda desde o início do século XX, mas ganharam mais espaço nas ruas nos anos 70. A crise internacional do petróleo, aliada a crescentes preocupações com o meio ambiente e o trânsito nos centros urbanos, incentivou muitos motoristas a trocar o carro pela bicicleta. Desde então, as estatísticas mostram que o número de cidadãos-ciclistas vem crescendo a cada ano. Segundo dados da prefeitura de Amsterdã, há mais de 550 mil bicicletas na cidade (85% dos cidadãos maiores de doze anos possuem uma) e um em cada três deslocamentos é feito sobre duas rodas.
O hábito de pedalar é estimulado por diversos fatores. Investimentos pesados nas últimas décadas possibilitaram a criação de uma infraestrutura exclusiva para ciclistas. Há mais de 400 km de ciclovias em toda a cidade, estacionamentos específicos (incluindo uma plataforma de 3 andares em frete à estação central, com capacidade para 8 mil bicicletas) e sinalização especial no trânsito. Além disso, as redes ferroviária e metroviária permitem o transporte de bicicletas.
Brasil
O Brasil é um dos países com maior número de bicicletas no mundo. Estima-se que haja mais de 75 milhões. Mesmo assim, ainda há pouca estrutura para quem decide pedalar. Em São Paulo, a maior cidade do país, há apenas 30 km de ciclovias, a maior parte localizada em parques. O Rio de Janeiro possui a maior malha cicloviária, com 160 km (grande parte ao longo da orla).
Na opinião do presidente do União dos Ciclistas do Brasil, Antonio Miranda, falta planejamento. “Há pouco mais de um mês foi lançado um programa no Ministério das Cidades para a construção de um milhão de casas. O objetivo é fazer com que a estrutura para a bicicleta seja incluída já no projeto, em seu nascedouro.”

Problemas como sinalização e regras específicas para o convívio entre carros e bicicletas também causam insegurança aos ciclistas. No início do ano, a ciclista Márcia Prado, 40, morreu atropelada por um ônibus na Av. Paulista, em São Paulo. “Técnicos já confirmaram que a culpa foi do motorista. Mas ela estava numa faixa exclusiva para ônibus, e no Brasil não há uma legislação clara que permita o tráfego compartilhado de bicicletas e carros numa mesma via, como em cidades europeias.”
Ainda de acordo com Miranda, muitos grupos de ciclistas têm se espelhado em cidades européias, principalmente da Holanda e da Alemanha, como modelos a serem adotados no Brasil. Em muitas vias de Amsterdã, por exemplo, apenas uma faixa pintada no chão separa o espaço destinado a bicicletas e carros.
Bicicletadas
Todos os meses, grupos de ciclistas se reúnem em diversas cidades do Brasil para pedalar num misto de passeio e protesto que recebe o nome de ‘Bicicletada‘. Jorge Brand é um dos organizadores do movimento em Curitiba. “Começamos há três anos com poucos ciclistas, mas o grupo cresceu muito a agora fazemos pelo menos duas saídas por mês.” Para Jorge, além de planejamento e estrutura, “falta uma cultura da bicicleta no Brasil. Aqui o carro ainda é um status, um símbolo do conquista social. Então para os políticos a bicicleta é apenas coisa para pobre ou estudante.”
“O que me faz pedalar é o contato com o corpo, a interação com a cidade, a liberdade de escolher meu próprio caminho, de respirar um ar puro.” Além disso, Jorge lembra que a bicicleta faz parte de um modelo sustentável de transporte urbano, já que “a produção de automóveis consome muitos recursos naturais e polui o meio ambiente.”
Desvantagens
Com tantas vantagens, Amsterdã pode ser considerada modelo para outras cidades no mundo e inclusive para o Brasil. Mas ainda há desafios. Anualmente, cerca de 50 mil bicicletas são furtadas na capital holandesa. Até o fim de 210, a polícia pretende reduzir este índice em 40%. Mais uma meta ambiciosa para uma cidade que sempre assumiu grandes compromissos com os ciclistas.
Esta reportagem foi feita pela RADIO NEDERLAND: http://www.parceria.nl/Holanda/20090408-ho-bicicleta - No site dá para ouvir a entrevista também.
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Mais folhetos, artes e documentos para copiar aqui: http://bicicletadacuritiba.wordpress.com/arquivos/
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Quem tem a caneta na mão pode tudo.
Hoje em dia é mais fácil encontrar parceiros para o aplauso comportado do que para o debate entusiasmado.
Mesmo para debates mais brandos, entre pessoas de boa educação, que demonstram e argumentam
suas ideias com o conteúdo das suas palavras e não com a altura com a qual as pronunciam, os espaços não estão abertos.
A turma do concordismo, ou do aliancismo – “os progressistas” – logo lhe colocam a “pecha” de que argumentos
contrários ou a própria dúvida são sinais de “oposição política” declarada.
E esta ideia de oposição política aos poderes constituídos tem operado como escudo para os integralistas.
Que pena, quanta pobreza de espírito e de argumentos.
Li a matéria indicada para leitura pelo Paulo Ferraz.
Veja que o principal argumento para a criação do desvio pelo IPPUC/DENIT é a oportunidade de fazer uso da ferrovia
como bota fora de rejeitos das indústrias da CIC. Também, de forma secundária, para o escoamento de resíduos hospitalares.
Parece piada. Haverá tempo em que municípios “rurais” não aceitarão o recolhimento de resíduos produzidos por outros.
Assim como há o pagamento de “royalties” para o município preservacionista de águas usadas por outros,
como fonte de abastecimento; ou mesmo por perdas de terras para áreas de inundação de barragens; haverá no futuro município que irá ganhar para recepcionar com tecnologia paga pelo município produtor de rejeitos.
Mas esta é uma outra história, para outro debate.
O fato é que ainda não estou convencido da importância em afastar a ferrovia da área urbana.
Como se ela fosse um câncer a ser extirpado do nosso convívio.
Quando falei em modernidade em outro comentário realizado e publicado em seu “blog”, esqueci de importantes pontos.
Esqueci de citar como componente dessa transformação a duplicação da própria ferrovia e mesmo a sua automação.
Ela poderia ser eletrificada e monitorada com técnicas e sistemas modernos de controle.
Queria neste momento fazer uma reflexão.
Onde está localizada a estação ferroviária da cidade do Porto, em Portugal?
Onde está situada a estação ferroviária de Amsterdam, nos Países Baixos?
Onde está situada a estação ferroviária de Milão, na Itália?
E onde estão 9 das 10 maiores estações ferroviárias das cidades europeias e mesmo dos EUA e do Japão?
É claro, no seu centro urbano. E isto não constitui fator de atraso dessas comunidades.
Muito pelo contrário, exigem permanentemente do sistema ferroviário eficiência, controle e modernidade.
Mas você poderia dizer, mas estas são estações de trens de passageiros.
É verdade, mas suas presenças somente foram possíveis porque houve manutenção da linha férrea e não a sua remoção.
Modernidade é trazer de volta às nossas vidas o trem e suas amplas possibilidades como meio de transporte.
E não erradicar ramais e linhas para devolver aos automóveis e a tão propalada “acessibilidade motorizada” e à “fluidez”
espaços conquistados com o atraso da substituição sem reflexão ou análise de alternativas de correção de rumos.
E afirmo: este pessoal do IPPUC tem de parar de pensar em ciclovias como se elas fossem a redenção da mobilidade por bicicletas. Querem implantar ciclovias para que? Para posar de modernos com um traçado bonito em área maquiada?
Ora, precisamos de ciclovias sim. Mas precisamos delas aqui, junto às canaletas do sistema expresso.
Mas isto os técnicos do IPPUC não nos querem dar. Sabem por que?
Porque para fazer isto, com relativo baixo custo, teriam de cortar toda uma lateral de estacionamentos junto a elas.
E isto poderia gerar novo enfrentamento com os comerciantes.
Como se ciclistas não tivessem direito à cidade, não fizessem compras no comércio e não fossem participantes da vida em sociedade.
O mais triste é ver a pronta adesão de dirigentes de entidades da Engenharia e da Arquitetura.
Será que não deveriam estes dirigentes convocar seus pares para debater a questão?
Mas deixa pra lá.
Vamos engolindo o prato que vem à mesa, seja o cardápio qualquer.
Temos de continuar vivos, não é mesmo?
Pena que “caviar” e saladas coloridas não encham a barriga dos necessitados.
Grande Abraço.
Saudações @bicis.com
Miranda
antonmir@gmail.com
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Contribuições do amigo De Jerk!
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Vem
Vencer
o automóvel
Vem
vem ser
o auto-móvel
Paulo Esmanhoto
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Hoje tem até uma bicicleta desenhada no pátio. É lúdica e revolucionária, um xodó. Acho que Guy Debord, guru dos pichadores de outrora, aplaudiria. As bikes e os trilhos de Poty lembram aquele bordão que varreu o mundo em 1968: “A imaginação no poder”.
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By Guilherme Caldas – http://www.flickr.com/photos/candyland_comics/

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LIBERDADE - www.flickr.com/gouranataraj
A idéia de progresso e desenvolvimento dos nossos urbanistas é transformar ruas pacatas em auto pistas de alta velocidade, criar guetos de consumo em ambientes controlados e higiênicos (shopping centros), e transformar a cidade negativamente com um numero cada vez maior de espaços de trânsito feroz, passagem rápida e fluxo inconsciente – basta um pouco de sensibilidade para perceber o ônus desta limitada compreensão das funções de uma cidade. Curitiba anda pra trás, mais uma vez!!
Isto saiu na Gazeta desta semana:
“Segundo ele, mesmo com o maior número de carros passando, não houve impacto positivo nas vendas. “O problema é que agora os carros passam mais rapidamente e também não têm mais onde estacionar. O barulho do trânsito também está atrapalhando”, diz.
A mesma reclamação é feita pela cozinheira aposentada Maria Miranda, 63 anos. “Quando chega o fim do dia tudo fica congestionado, é muito carro. E nem parece que moro longe do centro, está bem movimentado”, conta. Segundo ela, a mudança tem interferido na tranquilidade da família e limitado a liberdade das crianças. “Tenho dois netos pequenos que jogavam bola na rua com as crianças da vizinhança. Agora eles estão presos em casa como periquitinhos”, lamenta.
http://portal.rpc.com.br/gazetadopovo/vidaecidadania/conteudo.phtml?tl=1&id=845398&tit=Curitibano-conhecera-em-marco-a-cidade-que-nao-esta-no-mapa
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Felipe Fortuna, colunista, JB Online
RIO – Saio por aí pedalando: a bicicleta é meu veículo ideal. Duas rodas que me transportam pelo verão e riscam no solo, sem controle, uma sucessão de símbolos do infinito. Assim passo, vento no rosto, e o corpo a comandar a máquina, finalmente.
Andar de bicicleta é um instante, sempre um instante. Numa curva ou numa reta, descobre-se no tempo aquele dia no qual foi possível manter o equilíbrio pela primeira vez. Aos poucos, deixa-se de prestar atenção nas rodas, no caminho e nos mecanismos – e surge a paisagem, acompanhada de outros ciclistas, como lembra uma balada de Vinicius de Moraes na qual surgem “Enxames de namoradas / Ao sol de Copacabana/ Centauresas transpiradas/ Que o leque do mar abana!”.
Há muito tempo busco o ar livre dos fins de semana. Em Londres, as estações mais quentes vêm acompanhadas de roteiros bem planejados que ensinam a atravessar bosques, beiras de rios, pequenas cidades e vilarejos. Em solidariedade, já me juntei a mais de mil ciclistas e chegamos a Brighton, a Oxford, a Cambridge, com paradas em pubs e interrupções humanistas para socorrer uma bicicleta com pneu furado ou reparar uma correia arrebentada. Em Moscou, cidade com trânsito agressivo e sem cultura ciclística, apenas sigo às margens do rio até o parque da universidade, e ali faço as curvas que me levam ao parque Gorky, de onde, apreensivo, volto para casa.
No Rio de Janeiro é mais simples: a palavra orla, por si, estimula o passeio à bicicleta, como um antigo poema concreto que ainda rola. Novo no velho. Velocidade. Agora se pode pedalar pela cidade com o sistema público de bicicletas, excelente ideia inspirada pelo sistema Vélib, que reinaugurou o ciclismo pelas ruas de Paris. É uma opção a mais, a ser exercida nos dias de calor.
Se chover muito, porém, então fico em casa e uso as férias para ler sobre bicicletas, outra forma de conhecê-las e de comandá-las. Coincidentemente, os livros que guio são todos franceses, embora comentem a paixão generalizada de manter o equilíbrio sobre duas rodas.
Marc Augé acaba de publicar Éloge de la bicyclette (Payot & Rivages, 88 páginas, 11 euros), pequeno manual de prosa poética no qual descobre o óbvio: não se pode falar de bicicleta sem falar de si mesmo e do corpo. A bicicleta impõe “uma nova autonomia” a quem apenas caminha, que se prolonga, como a natação, na memória mais íntima do sujeito – pois, uma vez ciclista, sempre ciclista.
Como se estivesse numa descida suave, gosto muito do trecho no qual Augé relaciona a bicicleta à escrita automática dos surrealistas, ao mesmo tempo em que, sem esbarrar na contradição, também reconhece que o passeio pode ser uma “meditação mais construída, mais elaborada e sistemática” através de lugares selecionados previamente com erudição. Ele sabe, como poucos, que o sonho do ciclista é se sentir na terra como o peixe dentro d’água.
Menos diletante, menos utópico – porém, muito intenso e muito informado – é o livro de Éric Fottorino, de título quase igual ao outro: Petit éloge de la bicyclette (Gallimard, 135 páginas, 2 euros). O autor em apreço vem a ser diretor do diário Le Monde, e equilibra ciclismo e jornalismo. Ele escreve que a bicicleta é “um jogo de criança que dura muito tempo” e, algo melancólico, confessa que a competição, para ele, relaciona-se com a necessidade de “retardar o instante do crepúsculo”. No centro de sua fascinação com o ciclismo está o Tour de France, a mítica disputa criada em 1903. As competições exibem proporções de um épico, com passagens pela vida, pela paixão e pela morte: a ciclovia transformada em via-crúcis. Nesse cenário tonitroante, assume o primeiro plano o belga Eddy Merckx, que ganhou 525 corridas, as mais variadas, ao longo de sua carreira. Tão fominha por vitórias que ganhou o apelido de Canibal. O ciclismo, esporte tão exigente quanto o boxe, atraiu escritores como Dino Buzzati, afinal convencido de que a disputa entre dois corredores tinha a mesma força da luta entre Aquiles e Heitor.
Exausto após a leitura sobre tantos heróis que ultrapassaram os Pirineus e as altitudes alpinas ao longo de mais de 3 mil quilômetros – entre quedas, traições e suspeitas de dopagem – volto a passear de bicicleta com os desenhos de Sempé em Simple question d’équilibre (1977). Ali está um mundo quase sempre solitário, a menos que a pessoa amada esteja na garupa ou na barra dianteira, próxima ao guidom. Um mundo sem tombos e sem palavras, no qual a pessoa apenas se desloca com prazer no espaço e no tempo. É assim mesmo que me sinto, como se fosse um outro: quando me vêem ou me apontam, apenas sinalizo que sigo em frente, um cara estável até prova em contrário.
……………………………………..
Dica da amiga Mariana Sanchez:
www.orelhadolivro.com.br

Neve em Berlim

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Estranho paradoxo, o que se traduz no fenômeno da multiplicação dos veículos automotores a cifras absurdas: a maravilha do engenho humano volta-se contra o seu criador. Conseguimos banir da superfície da Terra os animais selvagens que visitavam à noite a periferia das nossas aldeias, e introduzimos um tigre mais feroz, mais voraz do que todas as feras.
***
As legiões e legiões e legiões de mortos e mutilados no trânsito, sejam nas colisões carro a carro, sejam por atropelamento, pertencem à normalidade enferma e atormentada da nova Convenção. E não acharam até hoje o seu poeta elegíaco, nem o pastor que em estilo asiático reivindicasse, por atacado, dos púlpitos, a sua memória e o seu calvário.
***
Já salta aos olhos a evidência de que o sistema econômico atrelado à matriz petroleira e automotiva, como os dinossauros do K/T, agoniza, e com ele o planeta, ferido de uma doença mortal: o gigantismo, com o mesmo grave sintoma de sempre: a falta de imaginação.
À força do imperativo keynesiano da administração da demanda (dá-lhe propaganda!), à força de guardar a coesão e o dinamismo das cadeias produtivas, caminha velozmente para o abismo – e nisto guarda uma solidariedade verdadeiramente igualitária, pois promete levar-nos a todos para o mesmo buraco.
Até mesmo em seus próprios termos, o sistema titubeia: “fliperama” extremamente primitivo, o máximo de segurança que propõe são as caríssimas duplicações das vias, e uns poucos aperfeiçoamentos cosméticos para a diminuição dos efeitos dos impactos. Nem sequer se cogita da aplicação massiva dos sistemas de posicionamento eletrônicos, ou da redução drástica da escala dos veículos, ou do engenheiramento das ruas inteligentes, que se valesse dos recursos espertíssimos da digitalidade…
***
Na recente crise financeira, quando ruiu o castelo de cartas das aplicações derivativas, e a conta foi apresentada secamente às populações estupefatas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do Brasil, um bom sujeito, apressou-se a garantir crédito e recursos públicos às montadoras de automóveis…para que pudessem continuar vendendo tanto como nos dias da farra financeira. Uma semana depois, o governador José Serra, de São Paulo, sem dúvida um bom sujeito, repetiu o gesto: botou à disposição das montadoras, para que não parassem de vender no mesmo frenético andamento, bilhões de reais do erário do Estado. E isso incondicionalmente, sem sequer extraírem alguma concessão desses grandes trustes, como o melhoramento dos filtros de emissão, ou dos recursos de segurança pessoal dos passageiros…
Nossa conclusão não deve ser moralista. Ambos os estadistas, diferentes que sejam os seus estilos, são prisioneiros da mesma lógica: o motor da economia, a indústria automotiva, não pode parar. Nossa conclusão deve ser política: não vamos esperar iniciativa alguma dessas lideranças, no sentido de uma mudança de rumo, por menor que seja. Eles são meros operadores do sistema, com uma interface sorridente e bem-falante para melhor persuadir e arrastar as multidões, sem que nisso vá alguma censura. É como as coisas funcionam dentro do sistema…
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Donde virão as mudanças? O pessoal da Bicicletada tem muito a propor, neste sentido. Quem são eles? São guerreiros do bem, armados apenas de suas bikes e de uma idéia central brilhante: a bicicleta é a melhor crítica à cultura do automóvel.
E olha que ela tem pedigree e ascendentes tão bons ou melhores, do ponto-de-vista histórico e tecnológico, do que o seu fumacento “colega” e “concorrente”.
Está nos livros: assim como o motor à combustão, a bicicleta surge no Ocidente como produto industrial de uso massivo nos anos que Barraclough define como o grande salto tecnológico das economias do Oeste – entre 1867 e 1881. Em vez das descobertas e inventos pontuais da Primeira Revolução Industrial, era agora o tempo da aplicação sistemática dos métodos laboratoriais de descoberta, de pesquisa e desenvolvimento, a resultar na invenção do telefone, do microfone, do gramofone, da telegrafia sem-fios, da lâmpada elétrica, do transporte público mecanizado, dos pneumáticos, da máquina de escrever, das tintas para a impressão em massa de jornais, das primeiras fibras sintéticas, da seda artificial, dos primeiros plásticos sintéticos…
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Tão genial foi a invenção da bicicleta que, nos umbrais do novo milênio, ela conserva quase integralmente as linhas originais. Ficou ainda mais leve e resistente com a aplicação de novas ligas metálicas, de fibras desenvolvidas pela pesquisa astronáutica, freios excelentes, dispositivos de iluminação ágeis e eficazes…
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Desde os seus primeiros dias, a bicicleta fundiu sua história com a história da classe trabalhadora. Resulta incompreensível, por isso mesmo, a hostilidade que podemos dizer sistemática dos motoristas de ônibus de Curitiba para com seus irmãozinhos de rua, os ciclistas. Verdadeiros homicídios têm sido cometidos nas canaletas do sistema Expresso. Culpa dos “caroneiros” irresponsáveis? Onde está a ciclo-faixa que a lei manda escrever no chão do asfalto de todas as vias de circulação pública de veículos?
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O Código Nacional de Trânsito reconhece a bicicleta como veículo de transporte urbano individual, com direito irrefutável a trafegar em faixa própria, à direita do espaço de rodagem das ruas. Desenhar ciclo-faixas é dever indeclinável do administrador municipal. Assegurar a integridade física, a incolumidade do ciclista, acompanha este indeclinável dever, cujo cumprimento se traduz também pela educação dos motoristas de toda índole, no sentido de respeitar o sujeito que segue pedalando a caminho de casa, do trabalho, da escola ou de qualquer outro destino. É lei, tanto quanto pagar o IPTU ou votar para prefeito e vereador, devolver o troco ou respeitar a autoridade. Seu cumprimento não depende de disposição psicológica favorável dessa autoridade, nem é favor político nem nada. Cumpra-se!
***
A Bicicletada de Curitiba, saudada por alguns analistas como a grande novidade política dos últimos anos, nada tem de movimento político organizado. Move-se por impulso, por agregação voluntária, por amor à vida, sem chefes, sem comandos, sem carimbos nem cartórios, em direção a uma das condições da plena cidadania, o simples direito de ir-e-vir.
***
Depois de todos os argumentos em favor de uma política pública em favor da difusão e viabilização da bicicleta no dia-a-dia da cidade, exaustiva e incansavelmente apresentados às autoridades curitibanas, em diversas e reiteradas ocasiões ao longo de três anos de atuação da Bicicletada, continuam falando mais alto, para os ciclistas, em favor das nossas magrelas, aqueles outros argumentos menos persuasivos em política ou administração: a brisa no rosto, a luz natural, o equilíbrio elegante e atrevido, a pedalada que vai mais além…e a certeza de que a História está do nosso lado.
JAQUES BRAND
Curitiba, novembro de 2008
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Para brasileiros, uma das atraçoes turísticas de Berlin é assistir as pessoas esperando disciplinadamente que o sinal abra, para que elas atravessem a rua. Isto é considerado uma absoluta maravilha, merecedora de horas de contemplação, comentários abismados e cartas estarrecidas para os amigos. Quanto ao trafego de veiculos, a admiração é ainda maior e, quando um berlinense se queixa do trânsito, os brasileiros pensam que ele está brincando. No Brasil, as coisas muitas vezes são exatamento o oposto do que acontece na Alemanha. Diz-se que, se dois alemães estão atravessando uma rua sem sinal e um deles se assusta com o aparecimento repentino de um carro, o primeiro fala para o segundo – “Não se assuste, que ele já nos viu”. Na mesma situação, o brasileiro diz para o outro – “Corra, que ele já nos viu”.
Também se conta a história de um estrangeiro (quem sabe um alemão), num taxi em São Paulo, fechando os olhos a todo momento, porque o motorista não parava em nenhum sinal vermelho. Mas, no primeiro sinal verde encontrado, o motorista parou um instante. Espantado, o passageiro perguntou por quê. “Ah, no sinal verde tem que parar”, explicou o motorista, “porque às vezes vem um maluco dirigindo pela outra rua”. Em suma, em relação ao Brasil, a Alemanha está atrasadíssima quanto a problemas de trânsito, ninguém aqui realmente sabe o que é um problema de trânsito, são todos uns amadores principiantes.
Dir-se-ia então que é mais fácil um brasileiro ser atropelado em Berlin do que um nadador olímpico se afogar numa piscina infantil. Ledo engano, conclusão precipitada. Tanto eu quanto minha mulher, que sobrevivemos rotineiramente à travessia das ruas mais conflagradas do Rio de Janeiro, já fomos atropelados diversas vezes em Berlim. O recordista sou eu, com uns oito casos, todos sem maiores consequências, a não ser uma contusãozinha ou outra e protestos indignados por parte dos atropeladores. Sim, porque não fui atropelado por carros, ônibus ou caminhões, mas pelo mais terrível, impiedoso e ameaçador veículo que circula pelas ruas de Berlim – a bicicleta.

Desenvolvi tanto medo de bicicleta que, outro dia, ao vislumbrar à distância uma horda de bicicleteiros tornada ainda mais ensandecida porque o sol nessa hora fazia uma de suas cinco aparições anuais, não resisti e me abriguei atrás de uma árvore até eles passarem, numa velocidade que certamente lhes garantiria uma boa classificação no Tour de France. Se existe algo mais sagrado do que a bandejinha, é a pista das bicicletas. As únicas ocasiões em que os passantes aqui me notaram – e em muitas delas se dirigiram a mim como se eu tivesse sido flagrado conspirando para derrubar o governo e as instituições – foi quando, por distração, parei em alguma pista de bicicleta. Ou mesmo quando paro involuntariamente, como em certos pontos onde a porta do ônibus dá exatamente em cima delas. Tem-se que ter agilidade para descer e pular imediatamente para um local seguro, porque alguma patrulha de bicicleteiros deve estar sempre a postos nesses lugares, já que uma demora de mais de dois segundos me rende uma guidãozada nas costelas, seguida de comentários desairosos a respeito de minha capacidade mental.
João Ubaldo Ribeiro em Um Brasileiro em Berlim
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A incrível árvore de bicicletas cresceu no Largo da Ordem, com a ajuda de todas as pessoas que doaram suas bicicletas empoeiradas. E agora é o momento da florescência;
- convido a todos para acompanhar esta fase de pura beleza, que vai durar até 6 de janeiro. Os frutos cairão requerendo cuidados, que serão minsitrados na segunda etapa do nosso trabalho, quando as bicicletas serão consertadas.



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Estas são as primeiras fotos que fizemos do resgate das bicicletas que está mobilizando Curitiba. Cada doação foi retribuida com uma árvore nativa.
E já está sendo construida a grande árvore feita de bambu, com 7 metros de altura, sua copa será coberta por mais ou menos 20 bicicletas e peças, vindas de doações para a campanha das bicicletas brancas.
Venha ver a construçaõ desta maravilha, localizada em frente a Casa Vermelha – Largo da Ordem – Centro Histórico de Curitiba, onde estará acontecendo entre os dias 19 e 21 o Mega Bazar Lúdica.
Após 2 semanas a árvore será desmontada, as bicicletas concertadas serão pintadas de branco e transformadas em veículos comunitários.
E para doar bicicletas para o plano das bikes brancas
ligue ->30827091<- iremos buscar em sua casa-
ou envie um email para: contato@galerialudica.com.br

a kombi planetária repleta de bicicletas

Cícero Coqueiro embaixo da sua parreira, lançou a categoria bicicletinha comunitária

Marcia e sua filha Maria Gabriela trocando a bicicleta por uma araucária
fotos são de autoria do André Mendes, o piloto da kombi planetária e Rimon Guimarães
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Bicicletada Curitiba - Dia Sem Carro - 22 de Setembro de 2007 - Pintura da Primeira Ciclofaixa de Curitiba
Curitiba, a “Capital Ecológica”! Hum, Capital Ecológica com 100% de seus rios poluídos e com o velho Iguaçu tão poluído quanto o Tiete? É, não cola. Ok, que tal “Capital Social” então? Capital Social que multa um grupo de cidadãos por fazerem um bem social (diga-se de passagem, fazendo o trabalho que a incompetente gestão deveria por lei estar executando)? É, acho que ta na hora de mudar o slogan da cidade outra vez…
Bem, a história começa no dia 22 de setembro de 2007, quando dentro da celebração do Dia Mundial Sem Carro, ciclo-ativistas independentes juntos aos moradores da região do Alto da Glória, cansados com a falta de infra-estrutura oferecida aos que escolhem a bicicleta como meio de transporte (e não o automóvel particular ou o esgotado transporte público) e levando em consideração a falta da existência de uma política pública séria em prol da mobilidade limpa e sustentável, decidiram pintar eles mesmos uma ciclo-faixa simbólica.
Antes da pintura, os meios de comunicação e autoridades foram avisados e uma carta aberta circulou entre os moradores e comerciantes da região, que apoiaram a idéia.
Sendo assim, ao fim da manifestação (pública, pacífica e sem líderes que ocorre todo último sábado do mês na forma da Bicicletada) a “Primeira Ciclofaixa de Curitiba” foi pintada por um grupo de cerca de 50 pessoas, à luz do dia e de cara limpa.
Ao final deste protesto pacífico (por volta do meio-dia, após termos nos encontrado casualmente com o Prefeito no Passeio Público), de forma comunitária e com o apoio total dos moradores da região da Rua Augusto Stresser, pintamos uma “ciclo-faixa” de cerca de 1m de largura no bordo direito da via. A preocupação com a pintura foi total e esta foi feita com tinta asfáltica, padronizada e visando, além de sinalizar a via e garantir a segurança de ciclistas e motoristas que circulam pela região, MOSTRAR AOS ÓRGÃOS RESPONSÁVEIS QUE DE FORMA SIMPLES, BARATA E ACIMA DE TUDO PREVISTA EM NOSSO CÓDIGO DE TRÂNSITO, podemos incentivar a circulação de bicicletas com segurança no TODO DE NOSSA CIDADE.
Como todos sabem a despreparada Guarda Municipal apareceu no final da festa, e, como é de praxe, agiu com truculência, arrogância e estupidez. Das 50 pessoas envolvidas diretamente com a pintura, 3 foram aleatoriamente escolhidas e escoltadas ao som de sirenes e cantadas de pneu até a delegacia do meio ambiente. A acusação: crime ambiental – pixação.

All right!!
Resolvida a questão, a Ciclofaixa foi apagada (o que mostra como a atual gestão, não pode investir em infra-estrutura básica para os ciclistas, mas pode investir em destruir o pouco que é feito) e algumas semanas depois, repintada com esplendor e glória na realização do Primeiro Desafio Intermodal de Curitiba (outubro de 2007), novamente após comunicação aberta à grande mídia, cidadãos e autoridades.
Através desse texto, a Bicicletada procura divulgar a todos os envolvidos (Prefeitura, ciclo-ativistas, moradores, comerciantes e a Delegacia do Meio Ambiente) de que a “multa por pixação” ainda esta valendo. Os três ciclistas que foram “enquadrados” receberam esta semana uma notificação final com o veredicto de culpa e com um prazo para pagar uma absurda multa de R$750!
Esperamos que as devidas providências sejam tomadas e que a Delegacia do Meio Ambiente e a Prefeitura de Curitiba possa receber os ciclo-ativistas para discutir a questão e lembramos, que ao contrário da multa de 600 mil reais aplicada ao nosso prefeito Beto Richa por propaganda ilegal, ao pintar a ciclo-faixa os cidadãos não estavam destruindo o patrimônio público e sim contribuindo com este.
Gratos pela leitura e compreensão.
À disposição para maiores esclarecimentos,
Bicicletada de Curitiba
www.bicicletadacuritiba.wordpress.com

quem tem medo da ciclofaixa?
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alex jones
I want freedom, that’s what I want! And that’s what you should want!
You can’t fight city hall. Death and taxes. Don’t talk about politics or religion. This is all the equivalent of enemy propaganda rolling across the picket line. Lay down G.I.! Lay down G.I.! We saw it all through the 20th century, and now, in the 21st century, it’s time to stand up and realize that we should not allow ourselves to be crammed into this rat maze. We should not submit to de-humanization. I don’t know about you, but I’m concerned with what’s happening in this world. I’m concerned with the structure. I’m concerned with the systems of control: those that control my life, and those that seek to control it even more. I want freedom, that’s what I want! And that’s what you should want! It’s up to each and every one of us to turn loose and just suck up the greed, the hatred, the envy, and yes, the insecurities, because that is the central mode of control; Make us feel pathetic, small, so we’ll willingly give up our sovereignty, our liberty, our destiny. We have got to realize that we’re being conditioned on a mass scale. Start challenging this corporate slave-state. The 21st century is going to be a new century, not the century of slavery, not the century of lies and issues of no significance, and classism and statism, and all the rest of the modes of control. It’s going to be the age of humankind standing up for something pure, and something right. What a bunch of garbage: liberal, democrat, conservative, republican. It’s all there to control you! Two sides of the same coin. Two management teams bidding for control, the CEO job, of Slavery Inc.! The truth is out there in front of you, but they lay out this buffet of lies. I’m sick of it and I’m not going to take a bite out of it, do you got me?! Resistance is not futile, we’re gonna win this thing, humankind is too good, we’re not a bunch of under-achievers! We’re gonna stand up, and we’re gonna be human beings. We’re going to get fired up about the real things, the things that matter: creativity and the dynamic human spirit that refuses to submit. Well, that’s it, that’s all I got to say. The ball’s in your court.
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Mais fotos em: http://www.flickr.com/photos/gouranataraj/
Bem . . . a cidade começa a ter uma rotina . . . já me reconheço em algumas ruas . . . já sei onde comprar frutas, pão, queijo e outros produtos típicos. O frio está cortante. A maneira como as bicicletas estão presentes na vida dos holandeses não deixa de ser supreendente.
A desculpa do curitibano: ‘Está frio! Vai chover!’ . . . se torna ridícula quando você observa o quanto eles pensam na mobilidade por aqui. Isto, no entanto, é algo comum. Há gerações eles estão pedalando. Interessante imaginar o quanto este hábito é responsável pelo nível de ‘civilização’ dos Países Baixos.
Ontém perguntei sobre os Provos para o dono de uma livraria. Ele disse: “My brother was a provo. A famous one. Luud Schimmelpenninck! A nice guy! I can’t give you his phone if you want“
Acabei o dia com o contato de um velho provo, grande responsável pelas bicicletas brancas e, posteriormente, pelos carros brancos. Vou tentar convidá-lo para ir ao Brasil ano que vem.
Recado a todos os artistas que queiram passar um ano em Amsterdam:Acessem www.rijksakademie.nl Estive ontém tbem neste lugar. Bolsas para artistas individuais e grupos. Bem interessante! Divulguem por aí.
A partir de hoje também ‘no more magic mushrooms’ em Amsterdam. Uma lei proibiu o comércio depois de alguns ‘incidentes’ . . . well, well, well . . .
Abraços a todos!
Goura
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Achei ontém de noite a praça Spui (spau!!), cenário de muitas atividades dos provos.
Perguntei para um casal onde ficava a praça do Het Lieverdje, a praça com a estátua do ‘moleque’. Estavam na Dam Square. Ambos de bicicletas, cerca de 50/60 anos. Perguntei sobre os Provos, eles riram amistosamente. Falaram que foram wild years. Eu disse: were you a provo? Ele, se defendendo de uma possível acusação: No, not at all, I was quite conservative actually. E ele quis dizer: and I still am! – dava pra sentir pela emoção. Enfim, a bicicleta para eles, the dutch people, não é ‘anarquista’.
A crítica dos provos era.
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Crer na possibilidade de altos níveis de energia limpa como solução para todos os males representa um erro de juízo político. É imaginar que a eqüidade na participação do poder e o consumo de energia podem crescer juntos. Vítimas dessa ilusão, os homens industrializados não põem o menor limite ao crescimento do consumo de energia, crescimento que continua com o único fim de prover cada vez mais gente com mais produtos de uma indústria controlada cada vez mais por menos gente.
Prevalece a ilusão de que uma revolução política, ao suprimir os erros técnicos das indústrias atuais, criaria a possibilidade de distribuir eqüitativamente o desfrute do bem produzido e, ao mesmo tempo, o poder de controle sobre o que se produz. Meu objetivo é analisar essa ilusão. Sustento que não é possível alcançar um estado social baseado na noção de eqüidade e simultaneamente aumentar a energia mecânica disponível, a não ser sob a condição de que o consumo de energia por pessoa se mantenha dentro de limites. Em outras palavras, sem eletrificação não pode haver socialismo, mas inevitavelmente essa eletrificação se transforma em justificativa para a demagogia quando os watts per capita excedem certa cifra.
O socialismo exige, para a realização de seus ideais, um certo nível do uso de energia: não pode vir a pé, nem pode vir de carro, mas somente à velocidade da bicicleta.
in “Energia e Equidade”
Leia mais Illich- http://www.davidtinapple.com/illich/
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A massificação do automóvel efetua um triunfo absoluto do ideologia burguesa no nível da vida diária. Dá e sustenta em todos a ilusão de que cada indivíduo pode procurar o seu próprio benefício às custas de todos os demais. Leva ao egoísmo cruel e agressivo do motorista que em todos os momentos está figurativamente matando os “outros”, que aparecem meramente como obstáculos físicos à sua velocidade. Este egoísmo competidor e agressivo marca a chegada do comportamento universal burguês, e tem existido desde que dirigir tornou-se lugar comum.
O automóvel é o exemplo paradoxal de um objeto luxuoso que tem sido desvalorizado por sua própria propagação. Mas esta desvalorização prática não foi seguida ainda por uma desvalorização ideológica. O mito do prazer e benefício do carro persiste, embora se o transporte de massa fosse difundido, sua dominação seria golpeada. A persistência deste mito é explicado facilmente. A propagação do carro particular deslocou o transporte de massa e alterou o planejamento da cidade e da habitação de tal maneira que transfere ao carro o exercício de funções que sua própria propagação tornou necessárias. Uma revolução ideológica (”cultural “) seria necessária para quebrar este círculo. Obviamente não se deve esperar isto da classe dirigente (direita ou esquerda).
in “A Ideologia Social do Carro a Motor”
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JAQUES BRAND
Ali por 1910, 1911, 1912, o noticiário dos jornais curitibanos já refletia, como problema, a gradual introdução do automóvel no quadro urbano.
Uma dessas notícias dava conta do atropelamento de um corneteiro do Exército, ferido na perna por um carro da Garagem Fontana. O soldado foi assistido por populares, que se juntaram em multidão na praça Tiradentes, centro de Curitiba, cenário do ocorrido. Deve ter recebido tratamento médico e licença do serviço para convalescer em casa.
Leve e trivial para os padrões atuais, o acidente chocou a cidade, sendo narrado em detalhes, com chamada em primeira página.
***
Mais ou menos na mesma época, um leitor escrevia à redação para protestar, indignado, reclamando providências. Morava em uma chácara dos arredores e vinha denunciar que, certas noites da semana, a passagem de um automóvel ali perto acordava toda a família e os animais domésticos. Cães, galinhas, porcos, vacas e cavalos – todos despertavam em sobressalto.
***
Uns noventa anos mais tarde, enquanto espero meu sanduíche na lanchonete do Billy, contemplo de uma mesa posta na calçada, junto à complicada esquina de Martim Afonso com Desembargador Mota, junto à praça 29 de Março, em Curitiba, o desfile de colunas maciças de carros, que se alternam nos ritmos do semáforo, avançando uns e parados outros na expectativa do sinal verde.
Essa esquina é interceptada por uma via diagonal, a Fernando Moreira, que abriga a canaleta do ônibus Expresso – o que faz dela quase uma estrela: além das ruas em cruz, a diagonal corta a cruz pelo vértice.
De repente, na calçada da Mota, quase deserta, esvaziada de gente como tantas outras calçadas da cidade – de repente aparece, desfilando em passos elegantes e tranqüilos, um cachorro de rua, um vira-latas, nem grande nem pequeno, nem gordo nem magro, aparentado no perfil encompridado aos “lingüiça” de melhor pedigree. Aproxima-se do cruzamento com a Martim Afonso; educadamente, pára junto ao meio-fio; e ali aguarda a passagem dos carros que descem do alto do Bigorrilho, em densas colunas duplas.
O sinal muda, os carros na Martim Afonso param, e o cachorro atravessa sem pressa, diante dos focinhos protuberantes das duas colunas de carros, como se estivesse passando-as em revista, até alcançar a pequena “ilha” do outro lado da rua. Detém-se por ali um instante, olha nas duas direções, e completa a travessia do segmento da diagonal, seguindo então, lépido e fagueiro, rebolando o rabo, pela continuação da calçada da Mota, na mesma inalterada velocidade de cruzeiro.
***
Enquanto mastigo o sanduba do Billy, vou meditando sobre a cena do cão transeunte. Também os animais passaram, neste século, desde a introdução do automóvel, pela reeducação dos sentidos, mencionada por Karl Marx como uma das conseqüências digamos antropológicas da Revolução Industrial.
Uma nova Convenção, construída aos poucos a cada dia, a cada travessia, a cada acidente, durante muitos anos, instaurou-se afinal entre nós, e nos adaptamos a ela, os humanos e os outros bichos. Aprendemos todos – os cães, os gatos, os ratos, os pombos, os humanos – a conviver com a intrusão de frotas inteiras no espaço das ruas. Aprendemos a seguir nosso caminho entre a massa de máquinas, fiados nos sinais do semáforo. Aprendemos também, infelizmente, a aceitar o inaceitável.
Alguns de seus ônus são tangíveis ou sensíveis, como o ruído, a fumaça, o estreitamento do espaço público para a abertura e o alargamento das pistas de rodagem, a descontinuidade do passeio dos pedestres, o despovoamento das calçadas, a cara fechada e tensa das pessoas lacradas no interior das latarias, o confortável desconforto dos passageiros, o risco quase permanente de uma colisão…
Outros danos, de imensa monta, nem aparecem na paisagem organizada das cidades: as guerras invisíveis que se travam do outro lado do planeta pelo controle das jazidas de petróleo, o transporte perigoso e a incessante poluição dos oceanos, os oleodutos que interrompem a continuidade dos espaços naturais, o passivo ambiental do refino…
Mas há também aquilo que os economistas chamam o custo-oportunidade, isto é, as preciosas alternativas de uso do espaço urbano que poderiam ensejar novas formas de sociabilidade, ou preservar as antigas, e que, necessariamente, são descartadas, para que as frotas possam enfim se deslocar… São as oportunidades históricas perdidas, das quais desembarcamos, para embarcar, aflitos ou docemente inscientes, na Bolha.
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“Miríades de luzes explodindo na retina, uma sensação de euforia inexplicável e sem causa aparente, todos os sentidos do corpo atentos e conscientes do que acontece, o corpo ele mesmo se movimentando num fluxo, em perfeita harmonia com todos os ritmos do universo, sem poluir os ares, os mares e terra em que vivemos. A onda mais lisérgica é a mais banal, mais ordinária, mais comum. É ser capaz de extrair o infinito numa experiência cotidiana. A bicicleta é o símbolo desta possibilidade.”
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Um casal de idosos morreu na madrugada deste sábado (11) depois de ser atropelado por um veículo que vinha em alta velocidade na Avenida Colombo, uma das mais movimentadas de Maringá, município no Noroeste do Paraná. O motorista, Pedro José da Silva, de 24 anos, tentou fugir mesmo com o corpo da senhora preso ao pára-brisa do carro.
O acidente aconteceu às 5h, quando a bicicleta em que o casal estava foi atropelada e jogada a 150 metros. “Pela distância que foi arremessado o ciclista, e pelo estrago que houve no carro, acredita-se que a velocidade era grande”, explicou Valdir dos Santos, da companhia de trânsito da Polícia Militar (PM), ao telejornal Paraná TV 1ª edição.
Valdemar Pacífico, de 68 anos, e mulher, Diva Rosado Pacífico, de 67, morreram na hora. Silva fugiu, mesmo com o corpo de Diva preso no pára-brisa do carro. Segundo o sargento Devanir Aparecido Custódio, da PM de Maringá, o motorista percorreu cerca de quatro quadras, quando parou para retirar o corpo do veículo, jogando-o no chão.
Ele ainda tentou fugir virando em uma rua menos movimentada, mas foi perseguido por pessoas que presenciaram o acidente. A fuga terminou três quarteirões depois, quando ele perdeu o controle do veículo e bateu em uma árvore.
Silva foi levado para a Santa Casa de Misericórdia de Maringá com ferimentos leves. De acordo com a PM, quando recebesse alta, ele seria encaminhado à Delegacia de Polícia Civil, onde poderia responder por homicídio culposo e omissão de socorro.
Os moradores próximos ao local do acidente estão assustados. “A falta de responsabilidade das pessoas maltrata quem está cumprindo com sua obrigação”, disse Braz de Assis, vizinho das vítimas.
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Esta semana começa a Charneira, semana acadêmica de Design da PUC. Bicicletas são bem vindas. www.charneira.com
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Publicado em 30/09/2008
Em outra coluna comentei que existem várias formas de fazer política que vão além dos partidos e das eleições. Nos últimos dias tivemos, bem aqui em Curitiba, um exemplo desse tipo de atividade política alternativa, que não espera os partidos e as lideranças tradicionais para apresentar suas propostas. Refiro-me à Bicicletada curitibana, movimento que ocorre há mais de três anos em nossa cidade, cujo objetivo é defender a bicicleta efetivamente como meio de transporte alternativo ao automóvel. Digo “efetivamente” porque todos nós sabemos que as ciclovias de Curitiba não podem ser levadas a sério como vias de locomoção pela cidade.
Apesar de ser um movimento espontâneo, sem líderes e chefes, segundo os seus próprios organizadores, a bicicletada não peca por ingenuidade, pois sabe que qualquer intervenção na cidade deve, para se traduzir em política pública, trafegar pelos caminhos legítimos da política democrática. E é bom que assim seja, pois não seria adequado sugerir que toda e qualquer pessoa tem o direito de interferir no espaço público como bem entende, sem que essa intervenção passe pelo crivo do debate político e das instituições decisórias autorizadas. Se assim fosse, o espaço público ficaria à mercê de qualquer vontade autoritária que desejasse expor aos transeuntes a sua subjetividade.
Seria interessante, porém, que o movimento ensaiasse uma reflexão crítica sobre si mesmo. Há todos os indícios de que a bicicletada expressa os anseios de uma classe média que pode, em função de suas condições materiais privilegiadas e de seu apego à causa ecológica, ver a bicicleta como uma opção ao carro. Seria muito interessante que esse movimento se aliasse aos outros grupos sociais para os quais a bicicleta, ao contrário, é uma necessidade e, não raro, dado o preço do transporte coletivo em Curitiba, a única saída possível. Que se pensasse, portanto, em ciclovias (e manifestações) não apenas nos bairros que compõem o anel central da cidade, mas também, com a mesma qualidade e segurança, nos bairros periféricos.
Renato Perissinotto é cientista político e escreve às terças-feiras.
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Carro atinge ponto de ônibus e mata uma pessoa
28/09/2008 | 21:36 | Marcos Paulo de Maria e
Aline Peres Comunicar erros RSS Imprimir Enviar por email Receba notícias pelo celular Receba boletins Aumentar letra Diminuir letra Um carro desgovernado atingiu várias pessoas que esperavam o ônibus num ponto da Rua Capitão Leônidas Marques, bairro Uberaba, em Curitiba.
O acidente aconteceu por volta das 17 horas deste domingo. Uma senhora, que ainda não foi identificada, morreu e cinco pessoas ficaram feridas, uma em estado grave. Entre as vítimas estão duas crianças. Segundo moradores da região, o condutor do veículo Corsa, placas AIX-0576, estava visivelmente embriagado, não prestou socorro às vítimas e fugiu.
Saiba mais
Domingo de acidentes no trânsito. Dois capotamentos deixam cinco feridos
De acordo com testemunhas, o motorista saiu de uma curva em alta velocidade, perdeu o controle do veículo, capotou e se chocou contra as pessoas que estavam no ponto de ônibus. “Foi um desespero. Uma senhora morreu na hora. Estava cheio de crianças aqui”, diz Luiz Alves da Costa, segurança de uma igreja evangélica que fica em frente ao local do acidente.
Uma senhora com um bebê de colo conseguiu desviar a tempo. “Quase que o carro pega ela também. O motorista estava visivelmente bêbado. Ele fugiu quando as pessoas estavam socorrendo as vítimas”, diz.
Resgate
Quatro ambulâncias e um helicóptero fizeram o atendimento no local. Edir do Roccio Faria, 53 anos, foi socorrida pelo resgate aéreo do Siate e encaminhada em estado grave ao Hospital Angelina Caron, em Campina Grande do Sul, na região metropolitana de Curitiba.
Segundo o hospital, até as 20h30 deste domingo, Edir estava no centro cirúrgico e permanecia inconsciente. Os parentes de Edir, Marlos Felipe Anginski, 10 anos, e Gustavo Anginski Pereira, 7 anos, foram encaminhados para o Hospital Cajuru e passam bem. Desiré Roccio Anginski, 28 anos, foi para o Hospital Evangélico onde está internada no setor de ortopedia e não corre risco de morte. Outra vítima, Maria de Fátima Bilino, 53 anos, foi para o Hospital do Trabalhador.
Pista de corrida
De acordo com o pastor da Igreja Evangélica que fica em frente ao local do acidente, Humberto Caetano Pereira, a Rua Capitão Leônidas Marques é usada como pista de corrida. “Os motoristas abusam da velocidade. Já vi quatro acidentes aqui neste mesmo ponto. Precisamos de uma lombada eletrônica e sinalização decente para os pedestres. Caso nada seja feito, outra tragédia pode acontecer” diz o pastor. Uma manifestação popular deve ocorrer no próximo sábado, em frente à igreja, às 14 horas.
No último dia 25, um motorista sem habilitação perdeu o controle do veículo e atropelou cinco pessoas que também estavam em um ponto de ônibus, na Rua Alberto Twardowski, no bairro Jardim Botânico. O condutor perdeu o controle da direção ao tentar desviar de outro veículo que aguardava para fazer uma conversão à esquerda e entrar na sede da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep).
Com a manobra, o carro acabou atropelando as pessoas que estavam no ponto de ônibus, entre eles uma criança de 3 anos. Não houve mortes, mas uma das vítimas teve traumatismo craniano.
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Pra quem quiser refletir mais seriamente sobre a situação da bicicleta e as ações da bicicletada apareça no Anfi 100 da reitoria da UFPR às 19hs desta segunda (29/09). Este é o fechamento do Mês da Bicicleta, Mês Sem Carro, Arte Bicicleta Mobilidade. O Miranda é uma grande autoridade do assunto. Assessor do Ministério das Cidades, ele viaja pelo Brasil e é um dos responsáveis por muita coisa que anda acontecendo por aí. Apareçam!
Todo setembro, daqui pra frente, Curitiba será palco de atividades que sirvam de estímulo à cultura da bicicleta e de crítica da cultura do automóvel. Nossas ações continuam no dia-a-dia.
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Em atenção a algumas imprecisões do noticiário de imprensa sobre os eventos promovidos esta semana, dentro do Mês da Bicicleta, solicitamos a publicação da seguinte nota:
O movimento Bicicletada vem reafirmar seu compromisso com uma nova política de mobilidade, inspirada no respeito à pessoa humana, amparada nas leis do País, e fundada na convicção de que o espaço público não pode mais ser monopolizado pelos automóveis.
Nossa mensagem tem sido compreendida e já se constata a crescente adesão dos curitibanos à idéia de que a bicicleta merece um lugar nas ruas.
Também as autoridades e os partidos políticos, as universidades, as empresas e os meios de comunicação começam a compreender que a bicicleta pode ser uma alternativa legítima de transporte, a ser estimulada e implementada mediante a adoção de medidas simples e práticas, tais como as ciclofaixas e os bicicletários, dentro de um ambiente amigável, cooperativo, respeitoso e de proteção aos ciclistas, aos pedestres e aos próprios motoristas.
Movimento fluido e aberto, Bicicletada é uma idéia em andamento sobre pedais. Todos os moradores da cidade estão convidados a participar. Todas as formas de manifestação lícitas e saudáveis, respeitosas e não-violentas, são bem-vindas e têm lugar dentro deste movimento, que não pertence a ninguém porque pertence ao conjunto da população – idosos e crianças, famílias de todas as classes e condições, trabalhadores de todos os setores da sociedade.
Ao contrário do que desejam fazer crer, o grupo de cinco ou seis atores que decidiu dramatizar anseios de liberdade à sua maneira, despindo-se em público, jamais foi reprimido pelas centenas de participantes da Bicicletada. Formam apenas um evento pontual e limitado, dentro de uma série já inumerável de outras manifestações que há quase três anos capturam a imaginação de Curitiba para as possibilidades de uma sociabilidade diferente nas ruas.
Deve ser mesmo difícil para a reportagem cobrir essa multiplicidade e diversidade em movimento, como na última segunda-feira, Dia Mundial Sem Carro, quando promovemos a Marcha das Mil Bikes. Por isso, perdoamos alguns erros de registro localizados, como a atribuição do ato de nudez, em manchete de primeira página da Gazeta do Povo do dia seguinte, a ciclistas que preferem endereçar-se à sensibilidade da maioria da população na linguagem específica das nossas magrelas.
O que em nossos dias está a nu, da maneira mais crua e chocante, na contramão das razões ambientais e da História, é a insensatez, a violência e a irresponsabilidade do sistema de consumo centrado no automóvel.
Continuaremos pedalando em direção ao futuro. Ninguém mais segura essa idéia.
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Com a força do choque, os dois carros foram parar sobre a calçada. Fiedler foi conduzido ao Hospital Evangélico atordoado e não apresentava ferimentos graves. Guimarães nada sofreu.
Ainda na tarde deste, dois carros capotaram. Um na Avenida República Argentina, no Água Verde, e outro no bairro Uberaba. Aproximadamente cinco pessoas ficaram feridas nos dois acidentes e foram encaminhadas para acompanhamento médico. Por volta do meio-dia, também na República Argentina, um homem foi atropelado por um carro.
Ele sofreu escoriações leves e foi socorrido pelo Siate. Próximo à Rodoferroviária, por volta das 16 horas, uma moto também furou um sinal e acabou ocasionando uma série de pequenos acidentes.
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Venha de bicicleta, patins, skate ou outro meio de transporte não poluente. É a Bicicletada de Curitiba quase completando 3 anos de idade. Pátio da Reitoria da UFPR – Sábado 10hs
Reafirmando até todo mundo entender: A Bicicletada é uma manifestação pacífica, uma celebração das ruas, da convivência urbana e de um paradigma diferente de mobilidade. Não tem líderes, não tem chefes, não tem polícia. Todos os participantes são responsáveis pela segurança de todos os demais. Não é um confronto entre carros e bicicletas. A não-violência é um princípio básico.
“Artistas” que queiram tirar a roupa e cobrar cachê depois devem enviar os seus currículos para aprovação prévia da “organização”.
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Simplesmente ridículo.
A Bicicletada não tem chefe, não tem líder. Todo mundo pode se expressar como bem quiser, dentro dos parâmetros da não-violência e do espírito de celebração. Não importa o que você queira ou não fazer. Quer tirar a roupa, tire. Quer gritar, grite. Quer cantar, cante. Agora, se o teu problema é reconhecimento, se você quer aplausos procure um palco, faça o teu espetáculo, espetacularize a sua cena, crie uma platéia passiva que vai te dar o que você está procurando.
A Bicicletada não está preocupada com a bunda de ninguém. Queremos ciclofaixas, respeito aos ciclistas e uma cultura de estímulo à bicicleta. Atores carentes, que precisam do seu nome na mídia, que se utilizem de outras alternativas, que não chamem de arte ou protesto o que é pura vaidade.
Por todo o mundo as massas críticas reúnem pessoas diferentes e esta diversidade é justamente o que há de mais rico e saudável. Parabéns aos ‘grandes artistas’ que conseguiram colocar o nome no jornal. Patentearam a nudez e não foram reconhecidos. Foram usados pelos maquiavélicos cicloativistas que querem dominar o mundo. Vai ver é isso.
Isto é pra quem realmente tem algo a dizer. A Bicicletada é arte, é política e não tem chefe e nem organizador. Sacou?
Matéria que saiu na Gazeta do Povo de 26/09.
Atores nus dizem que “foram usados”
Pela segunda vez em menos de uma semana, Curitiba tem protesto feito por pessoas sem roupa
Pela segunda vez em uma semana, Curitiba viu pessoas tirarem a roupa em praça pública para realizar protestos. A primeira manifestação de nudismo aconteceu na segunda-feira, no Dia Mundial sem Carro. Integrantes do movimento Bicicletada ficaram pelados para protestar contra a “Sociedade do Automóvel”. Ontem, no Juvevê, um grupo de atores tirou a roupa para protestar contra as atitudes da própria Bicicletada.
Os três atores do grupo de teatro Oxx – Angelo Cruz, Yara Barros e Renata Silveira – disseram ter participado, sem roupa, da Bicicletada. Depois, porém, não teriam recebido crédito pelo seu trabalho durante as entrevistas dos ciclistas. “Fomos boicotados”, disse Angelo. Para protestar, o trio ficou nu, novamente, em outro evento da Bicicletada, marcado para ontem à noite na Praça Vivian Calopresso Braga, no bairro Juvevê.
Na praça, populares da região, ciclistas e curiosos que estavam assistindo à performance de uma banda foram surpreendidos pelos atores. Nus, eles disseram que foram usados pelo movimento. “A nossa participação estava no roteiro da Bicicletada. Não somos contra a campanha deles. Mas somos contra as pessoas usarem nossos corpos para chamar a atenção da mídia sem ter reconhecido o nosso trabalho”, afirmou Angelo, ao microfone.
Renata contou que ficou completamente nua durante a Bicicletada como forma de representar a plasticidade da arte. “O nosso objetivo era dizer para a população: ‘Sinta o ar, saia da casca”, e não apenas pedir para trocarem o carro pela bicicleta”, afirmou. “Os ciclistas disseram que ficaram nus por impulso. Mas os dois que tiraram a roupa só fizeram depois da nossa iniciativa”, disse Yara.
Para os integrantes do movimento Bicicletada, a atitude do grupo de teatro na praça foi lamentável. “A pessoa que participa do passeio ciclístico faz o que quiser. Pode ir fantasiado, vestido de palhaço, de peruca ou pelado. O importante é o movimento e não quem ficou ou não ficou sem roupa. Não entendi a atitude deles, mas somos democráticos”, disse Jorge Brand, um dos representantes do movimento.
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“Sou completamente, de todo o meu coração, a favor da Bicicletada. (pessoalmente prefiro o nome ‘bicicletando’, mais romântico).
Nascido em Joinville, passei toda a minha infância e adolescência em cima de uma bicicleta. Foi e ainda é o grande tema de meus desenhos, pinturas e esculturas. Quando me falta inspiração, desenho uma bicicleta. Tornou-se para mim um símbolo de tempo, de prazer e de amor. Minha relação com ela é de namorado, a bicicleta para mim é feminina. Tem curvas, elegância e beleza de uma jóia no fino pescoço de uma dama.
Depois cresci, tive vários automóveis. A maioria, conversíveis e com rodas raiadas. Talvez tenha tentado não trair completamente a minha relação com a bicicleta em troca do carro. Porém, ao mesmo tempo tinha as minhas bicicletas tanto no Brasil como em Paris.
Quando fiz 60 anos prometi a mim mesmo um especial presente de aniversário. Peguei as chaves do carro, fui (a pé) até a casa de um amigo e dei o carro de presente ao seu filho que faria 18 anos em alguns dias. Voltei para casa feliz e rasguei a minha carteira de motorista.
Penso que foi uma atitude bastante sabia de um senhor de meia-idade (quantas pessoas você conhece com 120 anos?). Penso também que deveria ser lei a carteira de motorista perder a validade com 65 anos de idade. Bem como ser recolhido todo automóvel com mais de 10 anos. A fábrica que compre o ferro velho.
Agora tem a lei seca. Muito bem, mas nunca vi um bêbado a pé atropelar alguém e matá-lo. O que mata é o carro e não o bom vinho. Bem, deixa pra lá. Voltamos a falar da querida bicicleta, o
máximo que pode acontecer é você cair e quebrar os dentes.
Faz muito tempo que não tenho mais carro, já beirando os meus 68 anos de idade, tenho duas preciosidades de bicicleta. Uma que a própria Caloi desenhou para mim. Esta está no meu apto. em Copacabana. Saio com ela todos os dias.
A outra, uma pérola, que uso em Paris. As duas só me dão alegrias. Outro dia, subi pedalando até o alto de Montmartre, Basilica de Sacre-Coeur. O ponto mais alto de Paris. Gostaria de lá ter uma placa dizendo: ‘Aqui, em 2008, chegou pedalando o primeiro brasileiro – Juarez Machado. Dando início ao novo tempo da inteligência humana”. Falo isto porque lá já tem uma placa que diz: “Aqui, no ano de 1800 e qualquer coisa, chegou nesta colina numa máquina movida a petróleo – o Monsieur Peugeot. Dando início à indústria automobilística francesa”.
Bem, acho que já falei o bastante da minha paixão pela bicicleta, sem falar das centenas de miniaturas que tenho em minha coleção.
Obrigado, fica aqui o meu abraço e até breve,
Juarez Machado”.
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Hoje tem a última edição do MUSICA PARA SAIR DA BOLHA com as bandas MISTURA BRAVA e ANOMALIA ANTI-POLUIÇÃO. A partir das 18hs na Augusto Stresser com a Barão de Guaraúna.
O artista ANDRÉ MENDES também convida os interessados a pintarem o seu carro hoje, na mesma hora e local.
Pra quem ainda não captou:
ABAIXO A CULTURA DO AUTOMÓVEL
VIVA A BICICLETA, A MOBILIDADE NÃO MOTORIZADA.
CHEGA DE RESPIRAR VENENO
CHEGA DE ESTUPIDEZ E AGRESSIVIDADE MOTORIZADAS
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Deveria haver eleição para escolher a rua mais bacana da cidade. Vou fazer campanha – subir no palanque, falar na televisão, distribuir santinho em roda do Cavalo-Babão. Como a maré não anda para pedestres e outros bichos, só poderá votar quem na última semana andou pelo menos um quarteirão a pé ou de bicicleta. É a cota sola-de-sapato. Os outros que se contentem com um congestionamento na Visconde de Guarapuava – tem quem goste.
Aproveito para anunciar uma candidata. Não, não é a Schiller, tampouco a Flávio Dallegrave. Nem mesmo é uma rua inteira – mas um trecho dela: o quarteirão da Augusto Stresser, entre a Augusto Severo e a Barão de Guaraúna. Naqueles míseros cem metros se instalou um Ippuc sem pranchetas, governado por cabeludos de agasalho e magrela.
Aos fatos. Há um ano, foi instalada no trechinho da Stresser a primeira e única ciclofaixa da capital. Para quem não se afinou com o termo, ciclofaixa é uma estreita área de asfalto reservada a ciclistas. Fica a dois palmos do meio-fio, “mas é um salto gigantesco para a humanidade.” Ali, bikers não precisam desviar do poste, da banca de revistas, do ponto do ônibus, do au-au e seu dono. Ali não padecem o martírio de subir e descer da calçada, um atentado aos glúteos. Captou?
É bom saber. A faixa exclusiva para bicicletas da Stresser é clandestina. Surgiu em 22 de setembro passado, o Dia Mundial sem Carro, data que goza em Curitiba de menor popularidade que o Dia da Marmota. A obra custou uma ninharia: meia lata de tinta amarela e a demão voluntária da rapaziada do Coletivo Interlux – os tais cabeludos. Virou caso de polícia. Três agitadores da ciclofaixa foram em cana, acusados de “crime ambiental”. Os outros, que remédio, seguiram o carro da Guarda Municipal até a delegacia, pedalando contra o vento, mas sin perder la ternura jamás.
Não se via grita igual desde a Guerra do Pente e da derrubada do busto de Suplicy de Lacerda. “Foi um gesto de desobediência civil”, concorda o ativista Jorge Brand, 28 anos, morador daquele que se tornou o endereço mais zen da capital. É que Jorge – mais conhecido como Goura Narataj, seu nome Hare Krishna – além de pintar ciclofaixas dá aulas de ioga na Stresser, o que explica muita coisa.
Por recomendação do mestre, os alunos de Goura vêm de bicicleta. Não raro, aproveitam para dar uns pitacos na urbanização algo flower power implantada no quarteirão. Só ali, por exemplo, existem “jardins libertários” – grandes canteiros anárquicos instalados no passeio. “O troço aqui é meio selvagem”, resume o iogue, que já promoveu na redondeza o plantio de 25 árvores, incluindo uma bananeira.
Tem vizinho que chia. Outros dizem um polido “bom-dia” àquele se que se tornou o “síndico de rua” mais refinado da paróquia. Filósofo de formação, Jorge/Goura é estudioso de Schopenhauer. Não bastasse ser um Krishna na UFPR, é politizado feito um ativista de 68: não dá mole para a prefeitura. Com paciência de Gandhi, costuma chamar o poder público na chincha, pedindo espaço para as duas rodas. Seus companheiros de pacifismo não fogem à regra. São designers, artistas, músicos e quetais – todos ciclistas de carteirinha, condôminos da Stresser e chegados a uma performance.
Basta dizer que escolheram setembro como “mês cívico-cultural”. Uma das paradas da trupe se chama “Música para sair do carro.” Às quintas-feiras à noite, o Interlux bota uma banda para tocar logo ali, numa minipracinha da Barão de Guaraúna, de onde aproveita para convidar os motoristas “a sair da bolha”. Dia desses, um condutor não só pisou no freio como dançou com gosto em volta do seu veículo. A Stresser entrou na Era de Aquarius – pelo menos até a PM pintar. Sujou.
Confira: www.artebicicletamobilidade.wordpress.com
José Carlos Fernandes é jornalista (http://portal.rpc.com.br/gazetadopovo/colunistas/conteudo.phtml?tl=1&id=809617&tit=Voto-na-Rua-Augusto-Stresser)
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Durante a Semana Nacional de Trânsito ocorre o Dia Mundial Sem Carro, marcado para segunda-feira, dia 22. O movimento Bicicletada organiza diversas manifestações para incentivar o uso da bicicleta como meio de transporte. “É preciso urgentemente encarar a bicicleta como algo sério, que pode solucionar alguns problemas da cidade. A política urbana de Curitiba é voltada quase totalmente aos veículos”, diz Goura Nataraj, um dos participantes do movimento.
Às 18 horas, a marcha das mil bikes sai da Reitoria da Universidade Federal do Paraná. A “vaga viva”, às 10 horas na Praça Santos Andrade, irá ocupar as vagas de estacionamento dos carros com pessoas tocando música, deitando em cadeiras de descanso, transformando-as em espaços de criatividade. Os candidatos à prefeitura de Curitiba foram convidados para uma discussão sobre a inserção da bicicleta no programa de mobilidade da cidade, às 14 horas, na Reitoria.
No sábado, dia 20, o Núcleo de Psicologia do Trânsito da UFPR vai promover o Ciclodia, com um passeio de aproximadamente 18 quilômetros pela cidade. As inscrições serão feitas no dia, a partir das 9 horas, na frente do prédio histórico da UFPR, na Santos Andrade.
(Vinicius Boreki – http://portal.rpc.com.br/gazetadopovo/vidaecidadania/conteudo.phtml?tl=1&id=809272&tit=Dia-sem-carro-mobiliza-ciclistas)
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Este é um exemplo de manifestação não-violenta. Serve para aqueles que acreditam na força da verdade e do Amor, e que isto pode transformar as nossas vidas.
Se você acredita, ou já acreditou nisto, por favor, nos ajude:
Dia 22 de Setembro é o Dia Mundial sem Carro.
O que seu prefeito está efetivamente fazendo, e se compromentendo neste dia?
Ele se compromete com uma cidade mais humana
para todos, ou com uma cidade para veículos?
Quais são os projetos para bicicletas, e transporte
público elétrico (bonde e metrô), ou saídas
não poluentes para a cidade?
Siga o exemplo deste reivindicação de não-violência que faremos ao prefeito Beto Richa, de Curitiba.
Escreva uma carta que fale de Amor, e promova a
transformação, fale para que ele ame mais às pessoas, do que as máquinas, para que ele olhe dentro das janelas dos ônibus lotados.
Os e-mails para falar com Beto Richa são:
gabvirtual@pmc.curitiba.pr.gov.br
wrigues@pmc.curitiba.pr.gov.br
Faça o mesmo com o prefeito de sua cidade, se você não é de Curitiba. A carta deve ser amorosa, e lembrar ao prefeito da importância de sermos amorosos com as
pessoas. Ao lado, um modelo:
————————————————————————————————————————
Amado prefeito Beto Richa,
digo amado sem demagogia, pois sua popularidade junto ao cidadão curitibano nos mostra que realmente é querido.
Escrevemos esta para falar-lhe sobre
transporte. Sabemos que o senhor gosta muito de motos, e também de carros, mas estes que o senhor possui são para poucos, a maior parte da população não pode ter este privilégio.
Dia 22 de Setembro é o Dia Mundial Sem Carro, um dia em que o senhor pode retribuir o amor daqueles que não são privilegiados, e que também o amam e votam em ti.
Por favor, manifeste em seu programa, em projetos, em atividades, e nas manifestações deste dia, seu apreço e amor pelos não privilegiados pela Cultura Automobilística.
Peço que o senhor transforme o sorriso de seus retratos na cidade, em gestos amorosos por aqueles que precisam de uma retribuição, aqui segue algumas sugestões:
- No dia 22, vá de bicicleta, ou ônibus ao trabalho.
- Apresente neste dia, um projeto de transportes não-poluente, como bondes, metrôs, trens ou ônibus elétricos, ou até bio-diesel.
- Restrinja o acesso ao centro da cidade dos veículos particulares, como acontece nas principais cidades do mundo.
- Estabeleça ciclovias para trabalhadores, não para motoristas de carro que andam de bicicleta.
Amado prefeito Beto Richa, peço que pense sinceramente em retribuir o amor que recebe, e que isto possa ser feito em gestos, mostrando seu carinho no cuidado do ir e vir de cada cidadão curitibano.
Vitor Caruso Jr.
Presidente do Conselho Municipal de Cultura de Paz da Cidade de Curitiba
Presidente da Associação Ciência Meditativa de Cultura de Paz
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15. Palestra com o Núcleo de Psicologia do Trânsito da UFPR. Local: Reitoria da UFPR – Anfiteatro 101. 19hs
Lançamento do Fanzine Gang das Ruas coordenado pelos artistas Rimon Guimarães e C. L. Salvaro
16. Abertura da Exposição Fotográfica “Menos Gasolina, Mais Adrenalina” no Café Zau do Juvevê 19hs
17. Cicloturismo Urbano até o Cachimba – junte seu lixo e venha levá-lo pessoalmente ao aterro sanitário. 9hs na Ciclofaixa da Augusto Stresser (na altura do número 200)
Retratos, intervenções urbanas. Os artistas Bruno Machado, Rimon Guimarães e Nicole Lima reeditam sua exposição “3”, dessa vez nas ruas. Ciclistas de estilo e suas respectivas bicicletas terão seus retratos afixados em “molduras” pela cidade.
18. Música Para Sair do Carro – diversas apresentações acontecendo na hora do rush para estimular os motoristas a saírem da bolha – Cruzamento das Ruas Augusto Stresser e Barão de Guaraúna – 18hs – Performance TAMO
20. Roda Gigante com Raphael Fernandes – Praça Santos Andrade, 10hs da manhã . Venha de bicicleta celebrar a liberdade, ajudando a formar um espaço autônomo, transformando pedaladas em dança. Uma grande roda de bicicletas servirá como palco para uma apresentação de dança. Venha de bicicleta formar a roda da festa, a roda da dança, a roda da liberdade.
Dia da Bicicleta na UFPR – Praça Santos Andrade, 10hs. Passeio ciclístico intercampi – chegada no Centro Politécnico com shows, gincanas, bate-papo, venda de bicicletas e muita alegria. Ciclovida UFPR.
21. 1ª Pedalada do Yoga e da Não-Violência. 8hs no Govardhana (Rua Augusto Stresser, 207) Venha celebrar a primavera e ahimsa, a não-violência defendida por Mahatma Gandhi.
22. DIA MUNDIAL SEM CARRO – EQUINÓCIO DA PRIMAVERA
MARCHA DAS 1000 BIKES – Pedalada pacifica e não violenta pelas ruas do centro de Curitiba. Saída às 18hs do pátio da reitoria da UFPR
Vaga Viva na Rua XV de Novembro, 10hs (altura da Praça Santos Andrade)
Lixeira Viva, Intervenção no mobiliário urbano por Eduardo Feniman (Ruas XV de Novembro e Mal. Deodoro) – depois do meio-dia
Reorganizações Urbanas, intervenções com o lixo e entulho da região central por gustavoprafrente e Beba Tistelli (na parte da tarde)
Conversa com os candidatos à prefeito de Curitiba sobre a inserção da bicicleta na cidade. Auditório da Progepe – 14hs
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Muito som e diversão em mais um Música para Sair da Bolha.
Saia da Bolha você também na próxima quinta-feira
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No restaurante BALARAMA, uma das boas opções veganas para se comer em Curitiba, quem chegar de bike durante o mês da bicicleta ganha um desconto. O Balarama fica na rua Jaime Reis, perto do Largo da Ordem. Toda quinta-feira no JAMES tbem rola uma isenção da entrada para usuarios da bicicleta.
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Arte e natureza combinadas, de mãos dadas, em movimento pelas ruas. É a “Ação Caminhada”, nome com que a artista Leila Pugnaloni batizou a performance que repetirá neste domingo (14.9) pela manhã, quando conduzirá pelas ruas do Juvevê , juntamente com um grupo de artistas, bailarinos e estudantes, os seus “Jardins Transportáveis”.
Os jardins são montados com plantas de tamanho reduzido, principalmente cactáceos, ervas, temperos e até mesmo mato, além de pedrinhas sobre carrinhos próprios para salões de beleza. Alguns dos carrinhos são ocupados com desenhos da artista cobertos por uma placa de vidro.
“A característica de deslocamento tem motivado artistas de teatro e de dança a se aproximarem dos “Jardins Transportáveis” em eventos que extrapolam a linguagem das artes visuais para se mesclarem a propostas envolvendo o corpo e o movimento”, explica a artista. A performance já foi apresentada nas ruas centrais da cidade em 2005 e na Cia de Teatro do Abração, de Curitiba. Faz parte também de uma coreografia da curitibana Rocio Infante, que já a apresentou aqui e no Rio de Janeiro.
“Os jardins transportáveis trazem para o espectador, dada a fragilidade de suas plantinhas, o conceito próprio da vida como algo fugaz, ao mesmo tempo que – por exigirem cuidados básicos, como alguém que lhes dê água – envolvem o público numa dinâmica de atenção para com a natureza”, conceitua a artista.
A artista Leila Pugnaloni, carioca radicada em Curitiba desde 1968, com mais de 20 exposições individuais e 40 coletivas, criou os jardins em 2000 como um diferencial de sua trajetória, até então marcada apenas pelo desenho e pela pintura. “Na medida em que vou acrescentando novos carrinhos e, dentro deles, novos materiais, o trabalho está sempre em processo. O limite é o espaço oferecido para que sejam instalados. O desenvolvimento das plantas modifica constantemente o seu aspecto, e a ação do público e de artistas que se apropriam da obra acaba por torná-la aberta e em evolução o tempo todo”, diz Leila.
Desta vez a performance de Leila está inserida na longa programação que o grupo “Bicicletada” promove para marcar o Dia Mundial Sem Carro. A “Ação Caminhada” está marcada para 10 horas (domingo, 14/09), saindo da Rua Augusto Stresser, 207( Escola de Yoga Govardhana) , endereço para o qual retornará após percorrer, durante aproximadamente uma hora, várias ruas do bairro. (Leila Pugnaloni – 32645644)
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. . . que ousa afirmar que . . .
é hora de fechar as ruas para os carros. Dia 22 de setembro seja o responsavel por fechar uma rua. Resgate o espaço para as crianças, as bicicletas, a tranquilidade, as caminhadas, a psicogeografia e a celebração da vida. Abaixo a Cultura do Automovel! Viva Bakunin!
“Ja não é necessario ser naturalista para ver que nossas cidades são monstruosas. Todos começamos a sentir que o que chamamos ‘progresso’ é, na verdade, uma corrida grotesca que nos torna cada dia mais neuroticos e desequilibrados.” (José Lutzenberger – Do Jardim ao Poder)
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No dia 29, concluindo os debates de setembro, e indicando novas direções para os meses vindouros, teremos a fala do Antonio Miranda, ´construtor de ciclovias´ e grande autoridade no assunto.
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O debate proposto pelo Luis Patrício, cicloativista e participante da Bicicletada, foi transferido para a terça-feira por causa do feriado. Nos encontramos, então, no anfi 100 da Reitoria da UFPR – Dia 09/09 às 19hs.
Debate sobre malha cicloviária – visão do usuário
09/09/08
Dividido em duas partes
1. Estado atual
Serão apresentadas as definições e características de uma ciclovia ideal e o estado atual da rede de Curitiba
2. Alternativas, críticas e sugestões
Discussão para levantar o que poderia ser feito para aprimorar a malha de Curitiba
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“Os que participam de levantes invariavelmente notam seus aspectos festivos, mesmo em meio à luta armada, perigo e risco. O levante é como um bacanal que escapou (ou foi forçado a desaparecer) de seu intervalo intercalado e agora esta livre para aparecer em qualquer lugar ou a qualquer hora.” (TAZ)
“A Revolução fechou-se mas a possibilidade do levante esta aberta. Por ora, concentramos nossas forças em ‘irrupções’ temporarias, evitando enredamentos com ’soluções permanentes’.” (TAZ)
“Um meio de assalto para mudar a sociedade, influenciando os homens e obrigando-os a abandonar qualquer rotina.” (Provos)
Os dados objetivos seriam: Cerca de 100 pessoas participaram diretamente (estavam efetivamente presentes) e algumas milhares indiretamente (passaram dentro de carros e ônibus) de uma grande celebração da rua através da musica, do encontro fortuito, da alegria de transitar de bicicleta, e da possibilidade de podermos imaginar uma vida mais livre.
Mas Como é dificil fazer o curitibano sair do carro! O ArtE BikE MoB segue adiante.
“O alegre provotariado, quando brinca, tem de fazê-lo de modo desembaraçado. Mas tem de ser um jogo que, permanecendo como tal, tenha o aspecto de uma luta muito inteligente, baseada em conceitos revolucionarios.” (Provos)
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Depois ele começou a fabricar e descer a serra com elas, acompanhadas por ciclistas. Já fez campanha ecológica, já foi filmado em um documentário, etc etc.
Chegou a fazer uma caravana de 10 carroças.
Isso tudo ficou um pouco parado por uns anos. Em maio, ele e um amigo decidiram fazer uma expedição para Guaraqueçaba, e foram.
Agora, eles vão repetir.
E esta segunda atraiu novos integrantes.
Estamos em 5 pessoas, 3 homens e duas mulheres.
Estou indo nesta porque no momento não estou trabalhando, apenas fazendo mestrado e vou aproveitar porque quando voltar a trabalhar não poderei ir. É uma pena que pega dia útil e muitas pessoas não podem ir.
Como sempre estou organizando trekking, bike, etc etc, o pessoal que participa é quem vai na expedição. Tem o Konda que vai estar de férias, Maria que vai estar uns dias de folga, eu que estou sem emprego no momento, meu pai que é aposentado e Rogero que é aposentado também e sempre está nos roteiros e em auxílio de guia.
Como é algo de 5 a 6 dias, vamos acampar, vamos levar todos os acessórios para fazer comida, etc etc. Neste percurso, estamos sujeitos a tempo bom, tempo ruim, enfim, é uma súper aventura.
Bom, não sei exatamente que detalhes gostaria de saber, se sobre o caminho, se sobre as pessoas, etc etc.
Vocês tem interesse em participar?
Abraços
Raquel
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Dia 01. Palestra com Claudio Olivier sobre Ivan Illich e a bicicleta – A Revolução se faz em Duas Rodas – na reitoria da UFPR – anfiteatro 101 / 19hs
Dia 02. Oficina de Modelagem com Fernando Rosenbaum. Participe da criação de uma escultura coletiva de uma roda. Toda terça às 9hs no Centro de Criatividade do São Lourenço
Dia 04. Música Para Sair do Carro: diversas apresentações acontecendo na hora do rush para estimular os motoristas a saírem da bolha – Cruzamento das Ruas Augusto Stresser e Barão de Guaraúna – 18hs – Quintetinho e amigos
Dia 06. Oficina de Agroecologia Urbana – Govardhana. Rua Augusto Stresser, 207 – 10hs -GEAE
08. Debate sobre a malha cicloviaria de Curitiba com participantes da Bicicletada – na reitoria da UFPR – anfiteatro 101 / 19hs
09. Projeção do vídeo: O Cavaleiro Destemido – Franceis e Lucas . Esquina das ruas Treze de Maio com Presidente Faria – 18hs
11. Música Para Sair do Carro – diversas apresentações acontecendo na hora do rush para estimular os motoristas a saírem da bolha – Cruzamento das Ruas Augusto Stresser e Barão de Guaraúna – 18hs – Caê Selector e Projeto Tábua
Reedição da obra BICI com Goto, colaboradores e Bicicletada de Curitiba – Cruzamento das Ruas Augusto Stresser e Barão de Guaraúna – 18hs
14. Ação-Caminhada dos Jardins Transportáveis com a artista Leila Pugnaloni. Saída: Govardhana, Rua Augusto Stresser, 207 – 10hs – +Info. 3264-5644
15. Palestra com o Núcleo de Psicologia do Trânsito da UFPR. Local: Reitoria da UFPR – anfiteatro 101 /19hs
Lançamento do Fanzine Gang das Ruas coordenado pelos artistas Rimon Guimarães e C. L. Salvaro
16. Abertura da Exposição Fotográfica “Menos Gasolina, Mais Adrenalina” no Café Zau do Juvevê 19hs
17. Cicloturismo Urbano até o Cachimba – junte seu lixo e venha levá-lo pessoalmente ao aterro sanitário. 9hs na Ciclofaixa da Augusto Stresser (na altura do numero 200)
Retratos, Intervenções urbanas. Os artistas Bruno Machado, Rimon Guimarães e Nicole Lima reeditam sua exposição “3”, dessa vez nas ruas. Ciclistas de estilo e suas respectivas bicicletas terão seus retratos afixados em “molduras” pela cidade.
18. Música Para Sair do Carro – diversas apresentações acontecendo na hora do rush para estimular os motoristas a saírem da bolha – Cruzamento das Ruas Augusto Stresser e Barão de Guaraúna – 18hs – Performance TAMO
20. Roda Gigante com Raphael Fernandes – Praça Santos Andrade, 10hs da manhã . Venha de bicicleta celebrar a liberdade, ajudando a formar um espaço autônomo, transformando pedaladas em dança. Uma grande roda de bicicletas servira como palco para uma apresentação de dança. Venha de bicicleta formar a roda da festa, a roda da dança, a roda da liberdade.
Dia da Bicicleta na UFPR – Praça Santos Andrade, 10hs. Passeio ciclístico intercampi – chegada no Centro Politécnico com shows, gincanas, bate-papo, venda de bicicletas e muita alegria. Ciclovida UFPR.
21. 1ª Pedalada do Yoga e da Não Violência. 8hs no Govardhana (Rua Augusto Stresser, 207) Venha celebrar a primavera e ahimsa, a não-violência defendida por Mahatma Gandhi.
22. DIA MUNDIAL SEM CARRO – EQUINOCIO DA PRIMAVERA
MARCHA DAS 1000 BIKES – Pedalada pacifica e não violenta pelas ruas do centro de Curitiba. Saída às 18hs do pátio da reitoria da UFPR
Vaga Viva na Rua XV de Novembro, 10hs (altura da Praça Santos Andrade)
Lixeira Viva, Intervenção no mobiliário urbano por Eduardo Feniman (Rua XV de Novembro e Mal. Deodoro – (depois do meio-dia)
Reorganizações Urbanas, Intervenções com o lixo e entulho da região central por gustavoprafrente e Beba Tistelli (na parte da tarde)
Conversa com os candidatos à prefeitura de Curitiba sobre a inserção da bicicleta na cidade. Auditório da Progepe – 14hs
23. Curso de Desenho para Ciclistas com Leila Pugnaloni. + Info. 3264-5644
25. Música Para Sair do Carro – diversas apresentações acontecendo na hora do rush para estimular os motoristas a saírem da bolha – Cruzamento das Ruas Augusto Stresser e Barão de Guaraúna – 18hs – Mistura Brava e Anomalia Antipoluição
“Venha PINTAR meu carro” – André Mendes oferece seu carro como suporte para quem quiser exercer sua criatividade. Cruzamento das Ruas Augusto Stresser e Barão de Guaraúna – 18hs
27. GRANDIOSA BICICLETADA de Setembro – celebração da rua, na rua, para o bem-estar da rua! Viva a rua! 10hs no pátio da reitoria da UFPR
28. Andante e Jardinagem Libertaria – uma caminhada livre por Curitiba para plantar arvores e desenvolver a psicogeografia. Saída da Reitoria da UFPR – 9hs
29. Palestra com Antonio Miranda do Ministério das Cidades sobre como anda a questão da bicicleta no Brasil. Local: Reitoria da UFPR – anfiteatro 101 / 19hs
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Jaime Vasconcelos – http://www.flickr.com/photos/umdoistreis/2793548018/
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Arte: Tie Passos – http://www.flickr.com/photos/tiepassos/
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O erro de todos os urbanistas é considerar o automóvel individual (e seus subprodutos, como a motocicleta) essencialmente como um meio de transporte. A rigor, ele é a principal materialização de um conceito de felicidade que o capitalismo desenvolvido tende a divulgar para toda a sociedade. O automóvel como supremo bem de uma vida alienada e, inseparavelmente, como produto essencial do mercado capitalista está no centro da mesma propaganda global: ouve-se com freqüência, este ano, que a prosperidade econômica norte-americana dependerá em breve do êxito do slogan: “Dois carros por família”.
O tempo gasto com transportes, como bem observou Le Corbusier, é um sobre-trabalho que reduz a jornada de vida chamada livre.
Precisado passar do trânsito como suplemento do trabalho ao trânsito como prazer.
Querer refazer a arquitetura em função da existência atual, maciça e parasitária dos carros individuais é deslocar os problemas com grave irrealismo. É preciso refazer a arquitetura em função de todo movimento da sociedade, criticando todos os valores efêmeros, ligados a forma de revelações sociais condenadas (a família é a primeira delas).
Mesmo que seja possível admitir provisoriamente, no período de transição, a divisão absoluta entre zonas de trabalho e zonas de habitação, será necessário ao menos prever uma terceira esfera: a da vida em si (a esfera da liberdade, dos lazeres – a verdade da vida). Sabe-se que o urbanismo unitário não tem fronteiras; pretende construir uma unidade total do meio humano no qual as separações do tipo trabalho-lazer e coletivo-vida privada serão dissolvidas. Mas, antes, a ação mínima do urbanismo unitário é o terreno de jogos estendido as todas as construções desejáveis. Esse terreno terá o grau de complexidade de uma cidade grande.
Não se trata de combater o automóvel como um mal. Sua exagerada concentração nas cidades é que leva à negação de sua função. É claro que o urbanismo não deve ignorar o automóvel, mas menos ainda aceitá-lo como tema central. Deve trabalhar para o seu enfraquecimento. Em todo caso, pode-se prever sua proibição dentro de certos conjuntos novos assim como em algumas cidades antigas.
Quem julga que o automóvel é eterno não pensa, até do mero ponto de vista técnico, nas futuras formas de transporte. Por exemplo, certos modelos de helicópteros individuais que estão sendo agora testados pelo exército dos Estados Unidos encontrar-se-ão ao alcance do público talvez daqui a menos de vinte anos.
A ruptura da dialética do meio humano em favor dos automóveis (há projetos de abertura de auto-estradas em Paris que acarretarão a destruição de milhares de moradias, enquanto a crise habitacional se agrava cada vez mais). Disfarça a própria irracionalidade sob as explicações pseudopráticas. Mas a sua verdadeira necessidade prática corresponde a um determinado estado social. Os que julgam os dados do problema permanente querem, de fato, crer na permanência da sociedade atual.
Os urbanistas revolucionários não se preocuparão apenas com a circulação das coisas, nem apenas com homens paralisados no mundo de coisas. Tentarão romper estas cadeias topológicas por meio da experimentação de terrenos, para que os homens transitem pela vida autêntica.
Guy-Ernest Debord
IS nº 3, dezembro de 1959
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O mundo passa por profundas transformações. O inicio do século 21 promete ser crucial no desenvolvimento histórico do que esta por vir. A sobrevivência dos seres humanos num meio ambiente cada vez mais agredido mostra ser a grande questão que devemos responder.
Acima de tudo precisamos promover um ambiente de reflexões, criticas e analises profundas. O momento é de questionamento. Em nossos centros urbanos observamos que a primazia de políticas urbanas que favorecem os automóveis deixou conseqüências, talvez irreversíveis, na maneira em que nos relacionamos com as cidades, uns com os outros e com a natureza em geral. Nossas cidades são hostis ao pensamento, à contemplação e à saúde mental e física das pessoas. O nível crescente de insanidade no trânsito também comprova esta analise.
A ARTE, BICICLETA, MOBILIDADE é uma sequência de ações promovidas por artistas, filósofos e professores que ira tomar conta da cidade durante um mês inteiro. Em setembro temos o inicio da primavera e uma data simbólica na luta por um paradigma urbano mais racional, criativo e menos poluente – o DIA MUNDIAL SEM CARRO, 22 de setembro. Desta forma, muitos debates, exposições, apresentações e intervenções artísticas estarão acontecendo em Curitiba, como uma forma de chamar a atenção das pessoas para esta importante questão.
No ano passado o evento foi realizado no Centro de Criatividade do Pq. São Lourenço, e constou de uma série de importantes debates e uma exposição que reuniu o trabalho de diversos artistas locais. Neste ano a proposta é um pouco diferente. Os artistas, pesquisadores e ativistas foram convidados a criarem situações que tenham como foco o questionamento sobre a mobilidade e a inserção da bicicleta no imaginário dos cidadãos. Assim, ao invés de uma exposição acontecendo em apenas um lugar, teremos a cidade ocupada por diversas ações, que farão parte de uma programação oficial, e que, idealmente, atingirão mais pessoas e com maior abrangência.
Veja a programação abaixo e se envolva. Seja criativo e crie mais ações.
01. Palestra com Claudio Olivier sobre Ivan Illich e a bicicleta – A Revolução se faz em Duas Rodas – na reitoria da UFPR – anfiteatro 101 / 19hs
02. Oficina de Modelagem com Fernando Rosenbaum. Participe da criação de uma escultura coletiva de uma roda. Toda terça às 9hs no Centro de Criatividade do São Lourenço
04. Música Para Sair do Carro: diversas apresentações acontecendo na hora do rush para estimular os motoristas a saírem da bolha – Cruzamento das Ruas Augusto Stresser e Barão de Guaraúna – 18hs – Quintetinho e amigos
06. Oficina de Agroecologia Urbana – Govardhana. Rua Augusto Stresser, 207 – 10hs -GEAE
08. Debate sobre a malha cicloviaria de Curitiba com participantes da Bicicletada – na reitoria da UFPR – anfiteatro 101 / 19hs
Projeção do vídeo: O Cavaleiro Destemido – Franceis e Lucas . Esquina das ruas Treze de Maio com Presidente Faria – 18hs
11. Música Para Sair do Carro – diversas apresentações acontecendo na hora do rush para estimular os motoristas a saírem da bolha – Cruzamento das Ruas Augusto Stresser e Barão de Guaraúna – 18hs – Caê Selector e Projeto Tábua
Reedição da obra BICI com Goto, colaboradores e Bicicletada de Curitiba – Cruzamento das Ruas Augusto Stresser e Barão de Guaraúna – 18hs
14. Ação-Caminhada dos Jardins Transportáveis com a artista Leila Pugnaloni. Saída: Govardhana, Rua Augusto Stresser, 207 – 10hs – +Info. 3264-5644
15. Palestra com o Núcleo de Psicologia do Trânsito da UFPR. Local: Reitoria da UFPR – anfiteatro 101 /19hs
Lançamento do Fanzine Gang das Ruas coordenado pelos artistas Rimon Guimarães e C. L. Salvaro
16. Abertura da Exposição Fotográfica “Menos Gasolina, Mais Adrenalina” no Café Zau do Juvevê 19hs
17. Cicloturismo Urbano até o Cachimba – junte seu lixo e venha levá-lo pessoalmente ao aterro sanitário. 9hs na Ciclofaixa da Augusto Stresser (na altura do numero 200)
Retratos, Intervenções urbanas. Os artistas Bruno Machado, Rimon Guimarães e Nicole Lima reeditam sua exposição “3”, dessa vez nas ruas. Ciclistas de estilo e suas respectivas bicicletas terão seus retratos afixados em “molduras” pela cidade.
18. Música Para Sair do Carro – diversas apresentações acontecendo na hora do rush para estimular os motoristas a saírem da bolha – Cruzamento das Ruas Augusto Stresser e Barão de Guaraúna – 18hs – Performance TAMO
20. Roda Gigante com Raphael Fernandes – Praça Santos Andrade, 10hs da manhã . Venha de bicicleta celebrar a liberdade, ajudando a formar um espaço autônomo, transformando pedaladas em dança. Uma grande roda de bicicletas servira como palco para uma apresentação de dança. Venha de bicicleta formar a roda da festa, a roda da dança, a roda da liberdade.
Dia da Bicicleta na UFPR – Praça Santos Andrade, 10hs. Passeio ciclístico intercampi – chegada no Centro Politécnico com shows, gincanas, bate-papo, venda de bicicletas e muita alegria. Ciclovida UFPR.
21. 1ª Pedalada do Yoga e da Não Violência. 8hs no Govardhana (Rua Augusto Stresser, 207) Venha celebrar a primavera e ahimsa, a não-violência defendida por Mahatma Gandhi.
22. DIA MUNDIAL SEM CARRO – EQUINOCIO DA PRIMAVERA
MARCHA DAS 1000 BIKES – Pedalada pacifica e não violenta pelas ruas do centro de Curitiba. Saída às 18hs do pátio da reitoria da UFPR
Vaga Viva na Rua XV de Novembro, 10hs (altura da Praça Santos Andrade)
Lixeira Viva, Intervenção no mobiliário urbano por Eduardo Feniman (Rua XV de Novembro e Mal. Deodoro – (depois do meio-dia)
Reorganizações Urbanas, Intervenções com o lixo e entulho da região central por gustavoprafrente e Beba Tistelli (na parte da tarde)
Conversa com os candidatos à prefeitura de Curitiba sobre a inserção da bicicleta na cidade. Auditório da Progepe – 14hs
23. Curso de Desenho para Ciclistas com Leila Pugnaloni. + Info. 3264-5644
24. Música Para Sair do Carro – diversas apresentações acontecendo na hora do rush para estimular os motoristas a saírem da bolha – Cruzamento das Ruas Augusto Stresser e Barão de Guaraúna – 18hs – Mistura Brava e Anomalia Antipoluição
“Venha PINTAR meu carro” – André Mendes oferece seu carro como suporte para quem quiser exercer sua criatividade. Cruzamento das Ruas Augusto Stresser e Barão de Guaraúna – 18hs
27. GRANDIOSA BICICLETADA de Setembro – celebração da rua, na rua, para o bem-estar da rua! Viva a rua! 10hs no pátio da reitoria da UFPR
28. Andante e Jardinagem Libertaria – uma caminhada livre por Curitiba para plantar arvores e desenvolver a psicogeografia. Saída da Reitoria da UFPR – 9hs
29. Palestra com Antonio Miranda do Ministério das Cidades sobre como anda a questão da bicicleta no Brasil. Local: Reitoria da UFPR – anfiteatro 101 / 19hs
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6 Set 2008 – 11:06 Na hora do rush? E os compromissos agendados e indispensáveis? Esses políticos têm cada uma, não? Por que inventam isso só em período eleitoral?
Será que eles só têm idéias “renovadoras” nas vésperas de eleição? Assim não dá, assim não pode!
6 Set 2008 – 21:01 Zoiudo;
Você não tá entendendo nada.
Não é campanha; não tem santinho de candidato nenhum.
É só música boa na hora do rush para as pessoas esquecerem por alguns momentos os “compromissos agendados e indispensáveis”.
Não tem político, não tem polícia, não tem governo; apenas jovens saudáveis promovendo o uso de bicicleta ao invés de carro!
Apareça na próxima quinta e relaxe